Segundo Davincci Lourenço, ex-sócio de Fernando de Arruda Botelho, o acionista da Camargo Corrêa morto em acidente aéreo há cinco anos, Botelho foi assassinado e que o crime encobriu um esquema de corrupção na empresa.
A capa desta edição de ISTOÉ é Davincci Lourenço de Almeida. Entre 2011 e 2012, ele privou da intimidade da cúpula de uma das maiores empreiteiras do País, a Camargo Corrêa. Segundo Davincci, o ex-presidente Lula recebeu propina para facilitar contrato com a Petrobras.
Participou de reuniões com a presença do então presidente da construtora, Dalton Avancini, acompanhou de perto o cotidiano da família no resort da empresa em Itirapina (SP) e chegou até fixar residência na fazenda da empreiteira situada no interior paulista.
A estreitíssima relação fez com que Davincci, um químico sem formação superior, fosse destacado por diretores da Camargo para missões especiais.
Em entrevista à ISTOÉ, concedida na última semana, Davincci Lourenço de Almeida narrou a mais delicada das tarefas as quais ficou encarregado de assumir em nome de acionistas da Camargo Corrêa: o transporte de uma mala de dinheiro destinada ao ex-presidente.
“Levei uma mala de dólares para Lula”, afirmou à ISTOÉ.
É a primeira vez que uma testemunha ligada à empreiteira reconhece ter servido de ponte para pagamento de propina ao ex-presidente.
// Fala RN