Medo de ataques de hackers assola empresas farmacêuticas

Você há de concordar que atualmente a indústria farmacêutica tem acesso a alguns dos dados mais importantes do mundo – especialmente em meio a Pandemia da Covid 19.

São fórmulas de remédios, prescrições médicas, históricos de consultas de pacientes… Isso, somado à necessidade de manter seguras e privadas essas e uma série de outras informações, fica nítida a necessidade do setor de saúde de um bom gerenciamento de segurança cibernética.

Cibersegurança e a indústria farmacêutica

O setor de saúde vem crescendo muito ao longo dos anos, e com a transformação digital, muitas empresas farmacêuticas adotam softwares de gestão do relacionamento do cliente para armazenar dados sobre clientes e medicamentos. Esses recursos costumam ser de fornecedores terceirizados, e geralmente são ferramentas de CRM, automação e gestão, para melhorar a eficiência operacional do segmento.

No entanto, essas mudanças evidenciam ainda mais a necessidade de um maior controle de segurança, já que depois do anúncio da nova pandemia do Covid 19, veio à tona uma onda de ameaças cibernéticas que antes eram desconhecidas ou desconsideradas pelo setor de saúde.

Em dezembro do ano passado, por exemplo, a Pfizer e a BioNTech anunciaram que documentos relacionados à vacina contra covid-19 foram “acessados ilegalmente” após um ataque cibernético.

Como dá para perceber, empresas farmacêuticas têm uma necessidade urgente de estabelecer estruturas e programas de segurança cibernética fortes para proteger dados confidenciais de pacientes e propriedade intelectual.

Por que os cibercriminosos visam empresas farmacêuticas e de saúde?

Não é difícil entender porque o alvo da vez são as empresas farmacêuticas. Golpistas e hackers podem obter informações valiosas em empresas do ramo uma vez que elas têm uma grande quantidade de dados de clientes, bem como o acesso a informações confidenciais, incluindo informações de saúde protegidas pela lei dos EUA e outras nacionalidades, patentes de medicamentos e dados relacionados a tecnologias farmacêuticas.

Como muitos outros setores, com o processo de quarentena em muitos países, além dos decretos de lockdown, as empresas farmacêuticas estão passando por uma rápida transformação digital para adequação ao meio digital. A consequência é que mais dados e mais dados estão sendo coletados e gerenciados online, levando essas organizações a se tornarem alvos mais proeminentes para ataques cibernéticos.

Com tudo isso, parece óbvio que a segurança cibernética passou a ser prioridade número um desta indústria. Uma simples violação na rede de uma organização farmacêutica pode ter consequências graves, como perda de propriedade intelectual e dados de ensaios clínicos, danos à reputação, perda de receita e até litígios.

Como se proteger?

Do lado dos empresários, é preciso utilizar medidas de proteção como VPN. VPN é um acrônimo que significa Virtual Private Network (Rede Privada Virtual).Como o próprio nome diz, ela é uma rede que permite que você navegue pela internet em segurança a partir de uma conexão privada e criptografada. Ela é uma das melhores formas de proteger seu acesso à internet e garantir que não haja invasões.

Uma outra forma de se proteger é através de treinamentos e acordos de sigilo e segurança entre todos os funcionários. É importante lembrar que as regulamentações acerca da privacidade dos dados é cada vez maior, com leis proeminentes em vários países, como o GDPR. Com isso, a indústria farmacêutica também tem uma responsabilidade maior em relação à proteção de dados e à cibersegurança.

Com uma equipe bem treinada, é possível ter protocolos de segurança claros para identificar e priorizar ameaças com base no perigo que representam para a organização. Outro boa forma de se defender é ter um antivírus sempre ativo, e uma equipe de TI que esteja pronta para fazer manutenções periódicas nos equipamentos.

Concluindo…

Os dados de empresas farmacêuticas e de saúde são extremamente valiosos: vão desde históricos hospitalares, de endereços, informações financeiras, números de previdência social, planos de saúde, entre outros. Nas mãos de pessoas má intencionadas podem gerar problemas de segurança pública. Por isso, é tão importante criar medidas de segurança para proteção das informações.

Ciberia //

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