(dr) Rede Globo

Depois de mais de um mês, a Globo rescindiu o contrato que tinha em vigor com o jornalista William Waack, flagrado fazendo declarações racistas em vídeo de 2016, que foi divulgado na internet em 8 de novembro deste ano.
Waack foi imediatamente afastado e, desde então, estava fora de suas funções como âncora do Jornal da Globo e apresentador do programa Painel, da GloboNews.
A emissora comunicou nesta sexta-feira (22) que a rede e o jornalista “decidiram que o melhor caminho a seguir é o encerramento consensual do contrato de prestação de serviços que mantinham“.
O vídeo vazado na web mostra o âncora ao lado do comentarista Paulo Sotero pouco antes de uma entrada ao vivo na cobertura da eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.
Como mesmo os bastidores de uma entrada ao vivo são gravados pela equipe que comanda o sinal, ficou registrado o momento em que Waack se irrita com um homem que buzinava próximo aos estúdios da Globo em Washington, quando é possível ouvi-lo dizer:
“Está buzinando por que, seu merda do cacete? Deve ser um, com certeza, não vou nem falar de quem, eu sei quem é. Sabe o que é? É preto… é coisa de preto, né?“, afirma, sorrindo, para um constrangido Sotero.
Dias depois, o operador de VT, Diego Rocha Pereira, que trabalhou na Globo e é negro, assumiu a autoria do vazamento com a ajuda do designer gráfico Robson Cordeiro Ramos. Recentemente, ele triunfou sobre o racismo de Waack ao publicar uma foto sentado bancada que um dia foi dele.
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