Boletim oficial: COVID-19 leva a 57 óbitos e 2.433 infectados no Brasil

Simone Venezia / EPA

Em live divulgada nas redes sociais, o Ministério da Saúde compartilha a atualização diária do número dos últimos casos da COVID-19 no país. De acordo com os dados informados pelas secretarias estaduais da saúde, o Brasil registra, até às 16h desta quarta-feira (25) 2.433 pessoas infectadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Quanto aos óbitos, são 57 casos registrados em decorrência da doença. Atualmente, quatro regiões brasileiras relatam mortes pela COVID-19. Até ontem, somente os estados de São Paulo e Rio de Janeiro tinham casos confirmados.

 

Segundo as últimas informações do Ministério da Saúde, o estado de São Paulo tem 48 óbitos e o Rio de Janeiro marca seis. Dentre os óbitos, também há os primeiros registros nos estados do Amazonas, Pernambuco e Rio Grande do Sul, todos com um falecimento cada.

Em número total de casos, o estado mais afetado também segue sendo São Paulo, com 862 casos, sendo considerado o epicentro da COVID-19 no país. Em seguida está o Rio de Janeiro (370) e Ceará (200). Já o menos afetado pela epidemia é o Amapá, com um único caso confirmado até hoje (25).

Atualmente, todos os estados do país registram casos da doença, mas nem todas as regiões apresentam o mesmo nível de transmissão. A região Norte, tem 4,3% do total de casos do Brasil, enquanto a região Sudeste representa o maior percentual, de 57,9%.

De acordo, com o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta, a taxa de letalidade do novo coronavírus no Brasil é de cerca de 2,4%. Além disso, o ministro esclarece que “quando fizermos os testes rápidos, o número de casos vai aumentar muito”. Por sua vez, em consequência dos testes, a taxa de letalidade deve baixar ainda mais.

Amanhã (26), o Ministério da Saúde lançará um novo painel do coronavírus no país, com mais detalhamento. Desde a semana passada, a antiga Plataforma IVIS segue fora do ar.
Próximos passos

As autoridades de saúde do governo federal também trabalham em um balanço dos 30 dias desde que o primeiro caso foi registrado no país. Amanhã (26), o país atinge essa marca e essa análise é bastante importante para se entender como a epidemia da COVID-19 tem se comportado no Brasil e quantos porcento da população está produzindo anticorpos para o vírus, por exemplo.

Outro ponto a ser analisado é a complexidade do território, já que, por exemplo, o estado do Rio grande do Sul possui uma população mais idosa, enquanto o Amazonas tem uma mais jovem, ou seja, em qualquer ação essas características devem ser consideradas.

Não vamos mudar um milímetro do nosso foco na vida. Não vamos perder o foco que já construímos”, afirma Mandetta. No entanto, o ministro reforça que é necessário um plano e organização para as medidas de ação, como quarentena. Vale lembrar que a última vez em que o Brasil fez uso da quarentena, foi durante a gripe espanhola, no ano de 1918.

Nesse momento, “estamos iniciando a subida [do número de casos da COVID-19], temos que ter calma, porque a quarentena é um remédio extremamente amargo, extremamente duro e tem hora que a gente vai precisar usar”, explica Mandetta.

Durante a coletiva, o ministro reforçou a questão do mau uso da cloroquina: “Se você cometeu essa iniciativa [de comprar o medicamento sem indicação médica], mediada pela falta de informação, o mais correto a fazer é pegar a caixa e entregar ao farmacêutico, ao hospital ou posto de saúde”.

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