Heloisa Ballarini / SECOM

Enquanto diversas capitais ao redor do país aumentam o valor das passagens no transporte público, algumas outras cidades pensam diferente.
Se o transporte coletivo gratuito parece um sonho inalcançável e utópico, algumas administrações públicas buscam maneiras de implantar essa política e nadam contra a corrente.
A cidade de Vargem Grande, na Grande São Paulo, decidiu aplicar a tarifa zero do transporte público para suas linhas de ônibus municipais no fim do ano passado. A medida é surpreendente pela inteligência na questão fiscal e por garantir, de maneira simples, o direito de ir e vir para a população que não poderia ter acesso ao transporte público de maneira integral.
Os custos da prefeitura com cobradores e serviços similares ao Bilhete Único bateriam cerca de 500 mil reais. A administração municipal preferiu cortar esses custos. Além disso, um subsídio de 400 mil reais por mês seria dado para completar os custos de operação das linhas de ônibus.
Para enfrentar o problema fiscal, a empresa reduziu os custos de operação e implementou que o valor de 39 reais pago a cada funcionário pelos empregadores se transformaria em um imposto, que servirá de subsídio para a operação coletiva dos ônibus a nenhum custo. Sem os salários de cobradores, custos de pagamento e com o novo imposto, será possível implementar um serviço de transporte público urbano gratuito para os moradores de Vargem Grande, ao sul de São Paulo.
Para reduzir os custos de operação, Vargem Grande Paulista também quebrou o vínculo com a empresa concessionária dos transportes urbanos e resolveu alugar diretamente os ônibus, conseguindo implementar uma redução de custos. Essa é a medida sugerida por grande parte dos ativistas pelo transporte público gratuito.
“Vamos contar com o apoio dos empresários que irão ajudar a subsidiar o transporte municipal, porém com um valor inferior ao que já gastam”, explicou o prefeito Josué de Souza ao implementar a medida, no final do ano passado.
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