Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr

Ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral
O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu duas novas denúncias contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Ele já responde a 12 processos na Justiça Federal.
As denúncias desta semana são um desdobramento da Operação Ponto Final, que investigou corrupção no sistema de transporte público do Rio de Janeiro, envolvendo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros (Fetranspor).
Cabral está preso desde o fim do ano passado, devido a investigações da Operação Lava Jato. É acusado de receber propina por obras durante a sua gestão à frente do governo do estado, entre 2007 e 2014.
Segundo o portal de notícias da Globo, que cita o MPF, há provas de que, a partir da “caixinha de propina”, 26 empresas de ônibus fizeram repasses a políticos de mais de R$ 250 milhões entre janeiro de 2013 a fevereiro de 2016.
De acordo com as investigações, a Fetranspor destinou R$ 144,7 milhões em propina para Cabral entre julho de 2010 e outubro de 2016, além de R$ 43,4 milhões de julho de 2010 a fevereiro de 2016 ao ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviário do Estado do Rio de Janeiro (Detro) Rogério Onofre.
O Ministério Público afirma que já ficou comprovado que os danos causados pela organização criminosa liderada pelo ex-governador são enormes.
“Desde a Calicute, nós avançamos muito nessa definição da extensão do dano causado pela organização criminosa chefiada por Cabral. De fato, fica difícil imaginar o final. Basta ver no organograma da administração pública. Nós fizemos a Operação Fratura Exposta, da Secretaria de Saúde, agora na Secretaria de Transportes, de Obras, a administração como um todo parece que a ainda há muita coisa a ser feita”, afirmou o procurador da república Leonardo de Freitas ao G1.
Conforme a denúncia, a propina era recolhida nas garagens das empresas de ônibus e eram, muitas vezes, guardadas em transportadoras de valores. O texto também cita a concessão do aumento das passagens de ônibus intermunicipais em 7,05% e o desconto de 50% no IPVA das empresas de ônibus em janeiro de 2014.
Ciberia // Agência Brasil / G1