Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Doleiro Alberto Youssef na CPI da Petrobras
Alberto Youssef, um dos distribuidores da propina da Petrobras e personagem central do esquema, foi condenado a 122 anos e dois meses de prisão na Lava Jato. Agora, graças ao acordo de delação, teve pena reduzida a apenas três anos.
Na Vila Nova Conceição, bairro com o metro quadrado mais caro de São Paulo, pouca gente sabe que, na quinta-feira, Youssef deixará a prisão no Paraná e passará a cumprir os últimos quatro meses de sua pena com vista para o Parque do Ibirapuera.
Pelos próximos quatro meses, a tornozeleira eletrônica acusará qualquer movimentação fora dos 1370 m² do condomínio, mas a polícia não fará vigilância em frente ao imponente edifício de 19 andares. O doleiro poderá ter visitas apenas de advogados e familiares, das 8h às 12h. Celular só poderá usar para emergências, pelos problemas do coração.
Antes de ser preso, em março de 2014, Youssef se preocupava com entregas de propinas da Petrobras, distribuindo dinheiro para políticos do Partido Progressista (PP) por meio de uma rede de empresas de fachada.
Em 2003, Youssef assinou o primeiro acordo de delação da história do país, no Caso Banestado. Ele comprometeu-se a dar informações e não voltar a cometer crimes. Continuou como doleiro e caiu na Lava Jato. O juiz que lhe deu uma segunda chance era Sérgio Moro.
// Fala RN