Fellipe Sampaio / SCO / STF

Rodrigo Janot, Procurador-geral da República
PGR ainda não denunciou quase metade dos políticos. “Lista de Janot 2.0” deve chegar ao STF nesta semana.
Exatos 2 anos atrás, em 6 de março de 2015, tornou-se pública uma relação de inquéritos contra políticos enviada ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O episódio ficou conhecido como “lista de Janot”. Hoje, só 3 dos 50 investigados são réus no Supremo. Ninguém foi condenado ou absolvido em definitivo.
O ex-deputado Eduardo Cunha também se tornou réu no Supremo. Porém, o caso foi transferido para o juiz Sérgio Moro, na 1ª instância, quando ele teve o mandato de deputado cassado.
Na “lista de Janot 1.0”, de 2015, a maior parte dos políticos havia sido mencionada em depoimentos dos primeiros delatores da Lava Jato, como o doleiro Alberto Youssef.
Youssef afirmou que atuou como operador da distribuição de propinas do ex-deputado José Janene (PP), morto em 2010. Colegas de bancada de Janene teriam se beneficiado do esquema na Petrobras, explicando a quantidade de pepistas mencionados na lista.
O depoimento de Youssef foi considerado inconclusivo em pelo menos 5 casos. Nesses, as investigações foram arquivada pelo STF.
A própria Procuradoria Geral da República recomendou arquivamentos de alguns casos, como dos senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ), entre outros.
Lista de Janot 2.0
A semana começa com políticos ansiosos em Brasília. Rodrigo Janot deve enviar novos pedidos de inquérito ao STF. Serão alvos de inquéritos os políticos citados nas 77 delações de funcionários e ex-funcionários da Odebrecht.
A expectativa entre os políticos é que a “lista 2.0” seja bem mais ampla que a 1ª. Dariam dimensão deste alcance os 200 nomes listados em planilhas apreendidas que estavam com o ex-diretor da Odebrecht Benedicto Junior, o BJ.
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