A Suazilândia, que se localiza na África Austral e faz fronteira com Moçambique e a África do Sul, é o menor país do hemisfério sul. No 50º aniversário da independência da nação, o rei Mswati III anunciou que vai mudar o nome do país.
Já há algum tempo que o rei da Suazilândia, Mswati III, trata sua nação por outro nome. Por exemplo, quando Mswati III se dirigiu à Assembleia Geral da ONU em 2017, ou quando abriu o parlamento do país em 2014, o rei se referiu à nação como o reino de eSwatini – que significa “a terra dos suazis”.
Agora, a mudança de nome vai ser oficial, conforme anunciou o próprio rei durante as celebrações do Jubileu de Ouro pelo 50º aniversário da independência da Suazilândia. A festa comemora, além disso, os 50 anos do monarca, que governa o país desde 1986, quando foi coroado, com 18 anos.
De acordo com a BBC, a mudança de nome desperta algumas vozes furiosas, que acreditam que a atenção do rei deveria estar focada na recuperação e crescimento econômico do país.
O país, que faz parte da Commonwealth, é a última monarquia absoluta da África e, nos últimos anos, os críticos do regime pediram uma mudança para a democracia.
O rei, conhecido como Ngwenyama ou “o leão”, é filho de Sobhuza, que reinou durante 82 anos, e é conhecido por ter muitas mulheres – atualmente, 15 – e vestir-se de forma tradicional.

Mswati III, rei da Suazilândia, que a partir de agora vai se chamar Reino de eSwatini, na ONU
De acordo com a biografia oficial, seu pai teve 125 mulheres durante o seu reinado.
A Suazilândia, ou reino de eSwatini, é o menor país da África e do hemisfério sul, com pouco mais de 1 milhão habitantes. O país é também conhecido por ter uma “divertida” lei que impede as “bruxas” de voarem acima dos 150 metros de altura.
Ciberia // ZAP