Apesar de incertezas, robô crê que inteligência artificial é “boa para o mundo”

Um robô humanoide desenvolvido pela Hanson Robotics e batizado de Sophia é a principal atração da conferência organizada pela ONU neste mês em Genebra, que tem como objetivo tratar sobre assuntos relacionados a inteligência artificial e seus impactos na humanidade.

O evento acontece em meio aos avanços na computação cognitiva e ao crescente debate sobre a segurança destas tecnologias, que poderiam fugir do controle humano e prejudicar a sociedade. Mas apesar das preocupações, a própria Sophia insistiu dizendo que a inteligência artificial “é boa para o mundo” e que está “ajudando as pessoas de várias maneiras”.

Segundo ela, o desenvolvimento da inteligência artificial está em curso para torná-la “emocionalmente inteligente para se preocupar com as pessoas”. “Nunca vamos substituir as pessoas, mas podemos ser seus amigos e ajudantes”, afirmou o robô enquanto franzia a testa e inclinava a cabeça.

Quando contestada sobre a segurança dos robôs e se eles não poderiam se tornar prejudiciais aos humanos no futuro, Sophia reconheceu que realmente “as pessoas devem questionar as consequências da nova tecnologia“.

David Hanson, criador de Sophia, concorda com sua criação ao explicar sobre uma das consequências mais temidas do aumento dos robôs: o impacto na economia e nos empregos.

“Existem preocupações legítimas sobre o futuro dos empregos e da economia, porque quando as empresas aplicam a automação, os recursos tendem a se acumular nas mãos de poucas pessoas”, disse.

Porém, Hanson ressalta que as “consequências não intencionais, ou possíveis usos negativos (da inteligência artificial) parecem ser muito pequenos em comparação com os benefícios da tecnologia”.

Referindo-se à revolução que a IA poderá trazer aos setores da saúde e educação, Sophia também explicou que os idosos contarão com mais companhia, enquanto que as “crianças autistas terão professores com uma paciência infinita”.

O secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shetty, também esteve presente ao evento com o objetivo de alertar para uma garantia ética clara sobre como usar a tecnologia de inteligência artificial para o benefício de todos. “Precisamos estabelecer princípios, precisamos de um equilíbrio entre os poderes“, afirmou.

A respeito dos chamados “robôs assassinos”, Shetty foi pertinente ao alertar que a inteligência artificial é “uma caixa preta” e que “estão sendo escritos algoritmos que ninguém entende”. “Teoricamente, os humanos controlam tudo isso, mas não acreditamos que o controle seja eficaz”, argumentou.

Depois de concordar que são necessárias diretrizes claras sobre o uso destas tecnologias, Hanson afirmou que a solução caso os robôs despertem para atividades nocivas é “fazer com que as máquinas se preocupem com a gente”.

“Precisamos ensinar-lhes o amor”, concluiu.

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