(dv) KCNA / YONHAP

O administrador da Agência de Gerenciamento de Emergência do Havaí renunciou e um funcionário com histórico de “mau desempenho” foi demitido nesta terça-feira (30) após o pânico em massa criado pelo alarme falso de míssil que foi disparado no arquipélago no início do mês.
O funcionário considerado responsável pelo falso alerta de míssil balístico que gerou pânico no Havai foi demitido. Sem querer, o responsável havaiano havia revelado as senhas do sistema encarregado de emitir alarmes em caso de ataque de mísseis norte-coreanos, que estavam escritas em “post it” e foram capturadas em várias imagens.
As imagens foram feitas por uma fotógrafa da Associated Press em julho de 2017 no centro de operações encarregado de monitorar a possibilidade de emergências locais e de emitir alertas caso seja necessário.
Uma investigação sobre o incidente afirmou que o funcionário demitido foi uma “fonte de preocupação por 10 anos por seu mau desempenho“.
Segundo a revista Time, além do funcionário demitido, um funcionário se demitiu e outro foi suspenso. Vern Miyagi, administrador da Agência de Gerenciamento de Emergência do Havaí, renunciou para se responsabilizar pelo ocorrido.
O alerta falso de alarme nuclear foi enviado para o celular dos moradores do Havaí — que ficam de prontidão diante dos sucessivos testes de mísseis balísticos da Coreia do Norte.
Já outra investigação do Comitê Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC na sigla em inglês) disse que o funcionário não ouviu a parte da mensagem em que se afirmava que o alarme era um teste. Além da mensagem enviada para os celulares, o alarme de míssil também foi transmitido pela rádio e pela televisão.
“Nos minutos que se seguiram, cidadãos atingidos pelo pânico ligaram suas famílias para dizer o que eles acreditavam ser suas últimas palavras”, afirmou o presidente da FCC, Ajit Pai, em comunicado.
Ciberia // Sputnik News