(dv) KCNA

Kim Jong-un inspecciona uma empresa de defesa na província de Kangwon. À esquerda, a irmã mais nova, Kim Yo-jong
A irmã mais nova do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, foi eleita membro suplente do politburo do Partido dos Trabalhadores da Coreia, informou a Agência Telegráfica Central da Coreia (KCNA).
Em um discurso ao Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte no sábado (08/10), o ditador Kim Jong-un soltou mais uma de suas rotineiras ameaças aos EUA e anunciou mudanças na estrutura de comando do país.
O líder norte-coreano deixou mais uma vez claro que a família Kim é quem manda na Coreia do Norte. O ditador determinou que sua irmã caçula, Kim Yo-jong, vai substituir Kim Kyong Hee, tia de ambos, como membro permanente do Politburo.
Kyong Hee foi uma figura influente do governo do pai de Jong-un, Kim Jong-il, que governou a Coreia do Norte até 2011. A família Kim comanda o país desde 1948.
Kim Yo-jong, 30 anos, estudou em uma escola suíça, tal como seu irmão, Kim Jong-un. Em 2014, ela foi eleita para o Parlamento da Coreia do Norte e em maio de 2016 entrou para o Comitê Central do partido no poder.
“Isso mostra que o status de Yo-jong é muito mais substanticial do que se acreditava anteriormente e é uma consolidação adicional do poder da família Kim Jon-un”, diz Michael Madden, especialista em Coreia do Norte na Universidade John Hopkins, citado pelo jornal britânico The Guardian.
Pouco se sabe sobre a irmã do atual ditador. Recentemente ela foi incluída em uma lista de figuras do regime alvo de sanções internacionais por suspeita de ter cometido “graves abusos contra os direitos humanos”.
Ela é vista frequentemente com o irmão e já foi apontada como detentora da posição de vice-diretora do departamento de propaganda do país e responsável por cuidar da imagem pública do ditador.
Segundo Michael Madden, Kim Yo-jong é uma das “confidentes mais próximas” do ditador norte-coreano, mas dada a natureza patriarcal da cultura política da Coreia do Norte, ela não nunca foi considerada como potencial sucessora”.
Em 2014, Kim Jong-un sumiu por semanas, supostamente por causa de problemas de saúde, e a imprensa ocidental especulou se Yo-jong poderia assumir o governo. No período, ela teria assumido algumas das funções do ditador.
“Como uma das assessoras próximas de seu irmão, ela empreendeu tarefas administrativas adicionais – recebendo relatórios, informando Jong-un, encaminhando suas instruções, convocando altos funcionários”, explicou Madden.
A ascensão de Kim Yo-jong a membro suplente do politburo ocorreu na reunião plenária do comitê central que teve lugar em Pyongyang em 7 de outubro, nas vésperas do aniversário do Partido dos Trabalhadores da Coreia, no dia 10 de outubro.
Durante a sessão plenária, Choe Ryong-hae, de 67 anos, vice-presidente do partido e um dos assistentes mais próximos do atual líder, foi eleito membro da poderosa Comissão Militar Central.
Ciberia // The Guardian / Deutsche Welle