Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr

Ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral
A Operação Ponto Final, que investiga propina de empresários de ônibus a políticos e outros cargos nos transportes do Rio de Janeiro, chegou à conclusão de que o ex-governador Sérgio Cabral recebeu R$ 122,85 milhões em propina através do operador e seu braço-direito Carlos Miranda. Os dois estão presos.
Ainda de acordo com a operação, cerca de R$ 260 milhões em propina foram movimentados em troca de benefícios às empresas de ônibus.
De acordo com o portal de notícias da Globo, seis de oito mandados de prisão preventiva foram cumpridos (dois investigados não foram encontrados). Na noite deste domingo (2), o outro mandado foi antecipado, contra o empresário Jacob Barata Filho.
Barata foi preso no Aeroporto do Galeão tentando embarcar para Lisboa. Um dos maiores empresários do ramo de ônibus do Rio, Barata estava na área de embarque ao ser preso. Segundo a polícia, há indícios de que ele tentava fugir por ter ficado sabendo sobre a operação – situação que é negada pela defesa do empresário.
A investigação ainda refere que Rogério Onofre (ex-presidente do Detro), que foi preso, teria recebido mais de R$ 44 milhões. Lelis Marcos Teixeira (presidente da Fetranspor), também preso, recebeu pouco mais de R$ 1,57 milhão. José Carlos Reis Lavoura (conselheiro da Fetranspor) ganhou mais de R$ 40 milhões e está em Portugal. A Polícia Federal deve acionar a Interpol para detê-lo.