“Mulher-Maravilha” pode encerrar maldição das super-heroínas em Hollywood

(dr) DC Entertainment / Warner Bros. Pictures

Mulher Maravilha: Gal Gadot, Wonder Woman (2017)

Mulher Maravilha: Gal Gadot, Wonder Woman (2017)

“Mulher-Maravilha” está a caminho de dar fim à maldição das super-heroínas em Hollywood, um gênero no qual Charlize Theron (“Aeon Flux”), Halle Berry (“Mulher-Gato”) e Jennifer Garner (“Elektra”) fracassaram, mas Gal Gadot parece ter chegado para triunfar.

Com arrecadação de US$ 11 milhões na noite de estreia nos Estados Unidos, tudo indica que o novo longa-metragem pode superar os US$ 100 milhões durante o fim de semana, muito acima dos prognósticos conservadores do estúdio Warner Bros., que esperava um faturamento entre US$ 65 milhões e US$ 75 milhões.

Se a projeção se confirmar, esta será a melhor estreia da história para um filme dirigido por uma mulher, neste caso Patty Jenkins. A melhor marca para uma diretora até o momento pertence a Sam Taylor-Johnson com “Cinquenta Tons de Cinza”, que estreou com US$ 93 milhões em 2015.

Jenkins, que se afastou de “Thor: O Mundo Sombrio” por diferenças criativas com a Marvel, foi a pessoa que levou Charlize Theron a conquistar o Oscar de melhor atriz em 2004 pelo papel em “Monster: Desejo Assassino”.

A carreira de Jenkins, quase totalmente dedicada à televisão, tem como pontos altos a direção de episódios de séries como “Arrested Development”, “Entourage”, “The Killing” e “Betrayal”.

No entanto, a diretora chegou a “Mulher-Maravilha” depois que outra mulher, Michelle MacLaren (conhecida pelo trabalho em séries como “Breaking Bad” e “Game of Thrones) desistiu do projeto por não concordar com a visão que o estúdio tinha sobre o tipo de filme a ser feito.

Protagonizado por Gal Gadot, Chris Pine e Robin Wright, “Mulher-Maravilha” conta a origem da super-heroína desde que era conhecida simplesmente como Diana, princesa da ilha paradisíaca de Themyscira, onde começa o treinamento para se tornar uma poderosa amazona.

No entanto, Diana encontra um piloto de avião que a conta sobre um conflito bélico que está ocorrendo no mundo e decide abandonar a ilha para lutar ao lado dos Aliados na I Guerra Mundial.

O filme foi bastante elogiado pela crítica, após a fria recepção de “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” e “Esquadrão Suicida”, as apostas anteriores do Universo Estendido da Warner sobre os personagens da DC Comics.

O sucesso de “Mulher-Maravilha”, que conta com US$ 150 milhões de orçamento, é uma grande notícia para a indústria, especialmente para um gênero, o dos super-heróis, no qual as mulheres costumam desempenhar um papel secundário dentro de obras como “Os Vingadores”, em que Scarlett Johansson interpreta a Viúva Negra e Elizabeth Olsen a Feiticeira Escarlate.

Já houve tentativas de lançar sagas protagonizadas por super-heroínas, como “Mulher-Gato” (2004) e “Aeon Flux” (2005), mas a arrecadação final de ambas ficou abaixo dos respectivos orçamentos. “Elektra” (2005) não foi tão melhor, ao faturar US$ 56 milhões a partir de um orçamento de US$ 43 milhões.

Por isso, “Mulher-Maravilha” pode significar uma reviravolta dentro de uma indústria que começa a vislumbrar mais oportunidades para personagens femininos protagonistas e diretoras mulheres em superproduções.

Jenkins é apenas a segunda mulher na história a dirigir um filme com orçamento de US$ 100 milhões ou mais, após Kathryn Bigelow em “K-19: The Widowmaker” (2002).

Em 2019, a Disney lançará “Capitã Marvel”, dirigido por Anna Boden e Ryan Fleck, com Brie Larson como protagonista. Enquanto isso, a Sony Pictures prepara um filme sobre a Gata Negra e a Sabre de Prata, como parte do universo do Homem-Aranha, que terá Gina Prince-Bythewood por trás das câmaras.

A Warner Bros. contará com o diretor Joss Whedon, responsável por “Os Vingadores” e pela série “Buffy, a Caça-Vampiros”, para o filme da “Batgirl”, uma super-heroína muito popular entre os fãs das histórias de Batman.

// EFE

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