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Shows com 20 mil pessoas, baladas, bares e festas liberadas, sem necessidade de máscara ou pânico de pegar coronavírus: essa é a vida normal levada pelos cidadãos da Nova Zelândia.
Após o rígido controle imposto pelo governo neozelandês nos primeiros meses de pandemia para conter o avanço da doença na ilha da Oceania, os resultados chegaram: foram menos de 2,5 mil casos de covid-19 no país e somente 26 pessoas morreram por complicações do vírus.
O governo de Jacinda Ardern seguiu rapidamente as medidas de segurança sugeridas por cientistas e impôs uma quarentena rígida, com testagem em massa e rastreamento de casos. O controle eficaz dos casos fez com que o país tivesse pouquíssimas mortes e garantiu uma retomada rápida da economia.
Enquanto no Brasil se discute uma falsa dicotomia entre salvar vidas ou a economia, a Nova Zelândia provou que esse debate não existe. A queda de 2,9% no Produto Interno Bruto foi baixa em comparação com o resto do mundo. O Brasil perdeu mais de 180 mil brasileiros em 2020 e ainda registrou queda de 4,9% no PIB.
E claro, com o surgimento de novos casos no país, Jacinda Ardern não tem medo de reimpor restrições. Ela enfrentou manifestações anti lockdown na última semana. Os protestos afirmavam que o fechamento de comércios e as limitações de circulação não funcionavam. Imagina se eles soubessem o que aconteceu no Brasil.
Por lá, eles andam com direito de tirar onda. Por aqui, fique em casa.
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