Nova Zelândia prorroga lockdown em sua maior cidade

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Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia

Restrições em Auckland vão durar mais 12 dias após identificação de mais casos de covid-19. “Tirar as restrições agora e ver uma explosão de novos casos é a pior coisa que poderíamos fazer”, diz premiê.

O governo da Nova Zelândia anunciou nesta sexta-feira (14/08) que vai prolongar por mais 12 dias o lockdown em Auckland, a maior cidade do país, para combater um novo surto de coronavírus.

A primeira-ministra do país, Jacinda Ardern, disse que a medida é necessária para que a origem do “surto seja identificada e isolada”. Desde terça-feira, o governo identificou 29 casos de transmissão local, quase todos em Auckland, que fizeram as autoridades decretar um novo confinamento na cidade de cerca de 1,7 milhão de habitantes.

Os primeiros quatro casos, envolvendo uma só família, quebraram uma sequência de 102 dias sem infecções domésticas identificadas no país.

Nos últimos dias, também foram identificados dois novos casos em Tokoroa, a cerca de 200 quilômetros de Auckland.

Segundo Ardern, o governo foi capaz de identificar o novo surto “relativamente rápido”.

As medidas prorrogadas em Auckland estão inseridas num nível de alerta 3, que estabelece o fechamento de restaurantes e instrui às pessoas a ficarem em casa. O governo afirma que não contempla ainda passar para o nível 4, o mais alto, que limita ainda mais as restrições, restringindo severamente viagens e aconselhando que as pessoas armazenem suprimentos.

“Tirar as restrições agora e ver uma explosão de novos casos é a pior coisa que poderíamos fazer por Auckland e nossa economia”, disse a premiê.

Considerada um exemplo pelo seu vigor em combater a pandemia, a Nova Zelândia só vinha registrando alguns poucos casos importados nos últimos meses.

Após o novo surto, além de isolar Auckland, o governo também voltou a impor novas restrições ao país, como quarentenas em lares de idosos e proibições de grandes eventos. Essas medidas já haviam sido impostas no início da pandemia e retiradas após o recuo de casos no país, em junho.

Na quinta-feira, Ardern, afirmou que a situação “deve piorar antes de melhorar” no país.

“Mais uma vez, somos lembrados de como esse vírus é ardiloso e como pode se espalhar facilmente”, disse a premiê Ardern. “Agir de maneira dura e cedo ainda é o melhor curso de ação.”

As autoridades de saúde ainda investigam qual foi a fonte original do novo surto.

Uma suspeita levantada na quarta-feira envolveu uma empresa de refrigeração de alimentos chamada Americold. Um dos quatro infectados originais trabalha na firma, localizada na região leste de Auckland. No total, três funcionários da empresa testaram positivo para coronavírus. Sete parentes desses funcionários também foram infectados.

Membros do governo chegaram a levantar a possibilidade de que vírus tenha sido introduzido na empresa por meio de uma carga vinda de outro país. No entanto, o diretor-geral de Saúde neozelandês, Ashley Bloomfield, disse nesta quinta-feira considerar esse cenário “bastante improvável”.

Já o vice-premiê Winston Peters disse a uma TV da Austrália que recebeu informações não oficiais de que o surto está ligado a uma violação de quarentena de um caso importado. No entanto, a premiê Ardern apontou que não há comprovação de alguma falha no sistema.

A Nova Zelândia, com uma população de cerca de 5 milhões de habitantes, teve pouco mais de 1.500 casos confirmados de coronavírus desde fevereiro. Antes do novo surto, o último diagnóstico local havia sido identificado em 1° de maio. Ao todo, 22 pessoas morreram no país.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a reação do país de exemplar por “eliminar com sucesso a transmissão na população”.

No início da pandemia, a Nova Zelândia fechou suas fronteiras e impôs uma quarentena estrita de um mês de duração logo após o início do primeiro surto. O primeiro caso no país foi detectado em 28 de fevereiro de 2020.

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