50 milhões de perfis no Facebook teriam sido utilizados para ajudar na eleição de Trump

O Facebook suspendeu relações com a Cambridge Analytica, uma empresa de recolha e tratamento de dados sobre eleitores que trabalhou na campanha presidencial de Donald Trump, em 2016, alegando que teria usado informações sobre os utilizadores sem autorização.

A empresa de Mark Zuckerberg justificou o afastamento em uma publicação, indicando que a Cambridge Analytica ficou com informações pessoais sobre mais de 270 mil usuários do Facebook em 2014 e 2015, sem autorização, apesar de ter dito que as tinha deletado.

Paul Grewal, autor da publicação do Facebook, considerou a retenção não autorizada de informação “uma inaceitável violação de confiança”, e disse que a rede social tomará medidas legais, se necessário, caso seja confirmado que houve violação de leis.

Um porta-voz da Cambridge Analytica já negou qualquer comportamento impróprio, indicando que, quando soube que o uso dos dados era uma violação das políticas do Facebook, decidiu apagá-los na totalidade.

A Cambridge Analytica ficou mais conhecida depois de ter trabalhado para a campanha presidencial de Donald Trump, tendo criado perfis psicológicos baseados em informações pessoais de milhões de norte-americanos para categorizar os eleitores.

A notícia foi divulgada no sábado (17), pelo The Guardian, indicando que a empresa utilizou a informação de cerca de 50 milhões de perfis do Facebook para prever qual seria o sentido de votos dos utilizadores nas eleições.

Christopher Wylie, que trabalhou na Cambridge Analytica durante o período, assume que eles aproveitaram a rede social “para recolher milhões de perfis” e construir “modelos de análise” para direcionar “conteúdos pensados nos seus maiores medos”. O antigo analista diz ainda que “a empresa foi construída com esse propósito”, cita o Observador.

Em novembro do ano passado, o presidente da empresa, Alexander Nix, também negou ter contatado o fundador da WikiLeaks, Julian Assange, para pedir e-mails relacionados com a campanha de Hillary Clinton.

Entretanto, a comissária da entidade reguladora de privacidade do Reino Unido, Elizabeth Denham, anunciou que investiga se os dados foram ou não ilegalmente adquiridos e usados.

A investigação faz parte de um inquérito de maior dimensão para apurar como os partidos políticos, empresas de dados e redes sociais usam a informação privada para criar perfis de eleitores durante campanhas políticas, incluindo o referendo sobre o Brexit no Reino Unido.

“É importante que o público esteja totalmente consciente de como a informação é utilizada e compartilhada nas campanhas políticas da atualidade, e o potencial impacto na sua privacidade”, disse a comissária. Ela acrescentou ainda que “qualquer ação criminal e civil será levada a cabo vigorosamente, se a investigação assim justificar”.

Ciberia // ZAP

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