Miguel Quiroga / Facebook

Miguel Quiroga, que era um dos donos da companhia aérea Lamia, era o piloto do voo CP-2933.
O piloto boliviano Miguel Quiroga, que comandava o avião da companhia aérea LaMia, que caiu na última terça-feira em viagem que levaria a delegação da Chapecoense à Colômbia, matando 71 pessoas, estava sendo processado na Bolívia e tinha ordem de prisão decretada por ter deixado a Força Aérea.
Tragédia da Chapecoense
-
17 fevereiro, 2017 Única mulher que sobreviveu ao acidente da Chapecoense ainda vive drama
-
16 dezembro, 2016 Alan Ruschel tem alta e deixa hospital em Chapecó andando
-
13 dezembro, 2016 Goleiro da Chapecoense é o primeiro sobrevivente de volta ao Brasil
-
7 dezembro, 2016 Diretor da LaMia é preso na Bolívia
“O capitão Quiroga, que era o piloto do avião que se acidentou, estava sendo julgado pela Força Aérea Boliviana, inclusive tinha um mandado de prisão contra ele”, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Defesa, Reymi Ferreira, segundo a agência “ABI”.
De acordo com o ministro, Quiroga e outros quatro militares que deixaram a Força Aérea estão sendo processados por essa razão, mas conseguiram evitar a prisão apresentando recursos à Justiça.
“Eles receberam uma formação profissional, um investimento do governo, e, de repente, no meio de cumprir com o acordo de devolver esses conhecimentos e habilidades à Força Aérea e ao governo, preferem renunciar”, explicou Ferreira.
Segundo o ministro, os pilotos militares assumem o compromisso de não saírem da Força Aérea até cumprir os anos de serviço estipulados. Apenas casos excepcionais permitem a baixa. No de Quiroga, porém, não havia justificativa para a saída.
Ferreira disse que a formação de um piloto da Força Aérea da Bolívia custa aos cofres públicos cerca de US$ 100 mil.
// Agência BR