Princípio de incêndio é controlado em reator da usina de Chernobyl

Mond / Wikimedia

Monumento às vítimas do acidente de 1986 em Chernobyl, junto ao reator 4 da usina nuclear

Monumento às vítimas do acidente de 1986 em Chernobyl, junto ao reator 4 da usina nuclear

Funcionários do Ministério para Situações de Emergência da Ucrânia controlaram nesta terça-feira um princípio de incêndio no terceiro reator da usina de Chernobyl, que em 1986 sofreu a maior catástrofe nuclear da história.

“Às 15h57 (hora local; 9h57 de Brasília) recebemos a informação sobre uma coluna de fumaça no compartimento 509 do reator número 3 da central nuclear de Chernobyl”, informou a Inspeção Estatal de Regulamento Nuclear da Ucrânia em comunicado.

Segundo a nota oficial, “a fumaça foi sufocada três minutos depois,  e os níveis radioativos no reator número três e no complexo de Chernobyl não variaram”.

O terceiro reator da usina, que compartilhava com o quarto a sala de máquinas, entrou em operação em 1981, e em dezembro de 2000 foi fechado por ordem do governo.

Em 2010, as autoridades retiraram definitivamente o combustível nuclear armazenado neste reator, condição indispensável para a construção do novo sarcófago sobre o danificado quarto reator. Em novembro do ano passado, foi concluída a instalação do sarcófago, que garante a segurança do local durante os próximos cem anos.

(dr) themoskowtimes.com

O novo sarcófago gigantesco que vai cobrir definitivamente o reator 4 de Chernobyl é mais alto que a Estátua da Liberdade

O novo sarcófago gigantesco que vai cobrir definitivamente o reator 4 de Chernobyl é mais alto que a Estátua da Liberdade

O catastrófico desastre nuclear de Chernobyl aconteceu em 26 de abril de 1986, na central nuclear da então República Socialista Soviética Ucraniana. Uma explosão no reator 4 e o subsequente incêndio lançaram grandes quantidades de partículas radioativas na atmosfera, que se espalhou por boa parte da União Soviética e da Europa ocidental.

O desastre é o pior acidente nuclear da história em termos de custo e de mortes resultantes, além de ser um dos dois únicos classificados como um evento de nível 7, a classificação máxima na Escala Internacional de Acidentes Nucleares, compartilhando essa nota com o acidente nuclear de Fukushima I, no Japão, em 2011.

De acordo com estimativas oficiais, a explosão ocorrida de Chernobyl teria espalhado até 200 toneladas de material com uma radioatividade de 50 milhões de curies – uma quantidade de radiação equivalente a 500 vezes a liberada pela bomba atômica lançada em Hiroshima no final da Segunda Guerra Mundial.

Governo da União Soviética

O reator nuclear 4 de Chernobyl (ao centro) após o desastre. ao centro/direita, o reator 3

O reator nuclear 4 de Chernobyl (ao centro) após o desastre. ao centro/direita, o reator 3

A radiação continua a afetar a população da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia, onde se encontram 70% dos quase 200 mil quilômetros quadrados de áreas contaminadas. E mais de 30 anos depois de Chernobyl, os javalis da Europa central continuam radioativos.

Daqui a 100 anos, os deliciosos javalis dos montes da região, prato típico local, não estarão propriamente brilhando no escuro; mas ainda terão cerca de 10% dos níveis de radioatividade que apresentam hoje.

// EFE

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