O ex-presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, chegou a um acordo com o ERC, um dos partidos independentistas do Parlamento regional, para tentar novamente assumir a chefia do governo catalão.
O acordo aconteceu na noite desta terça-feira (9), em uma reunião celebrada entre Marta Rovira, dirigente da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), e o próprio Puigdemont, em nome da coalizão Juntos pela Catalunha (JxCat), informaram nesta quarta (10), fontes dos dois grupos de soberania.
O encontro ocorreu em Bruxelas (Bélgica), onde Puigdemont está foragido da Justiça espanhola, que o investiga por vários supostos crimes relacionados com o processo de independência da Catalunha.
Por este motivo, estas forças políticas estudarão a possibilidade de empossá-lo à distância, de forma delegada ou com o uso de telecomunicações se não estiver presente, algo que se opõem os partidos que defendem a unidade espanhola.
A intenção de Puigdemont é retornar para a Espanha – onde tem um mandado de prisão contra ele – uma vez já tenha sido empossado.
O acordo também é para formar uma maioria de deputados pró-independência na Mesa (órgão governante) do próximo Parlamento regional, que será constituído no dia 17, após as eleições regionais do último dia 21 de dezembro. O presidente da câmara legislativa regional seria da ERC.
Nessas eleições, JxCat obteve 34 deputados, entre eles Puigdemont, e ERC conseguiu 32, dois da maioria absoluta (68); o outro partido independentista, a Candidatura de Unidade Popular (CUP) conseguiram quatro cadeiras.
O JxCat delineia uma posse por telecomunicação, que se poderia fazer via Skype, ou delegar outro deputado presente no pleno a leitura do discurso de Puigdemont como candidato a presidente regional da Catalunha.
Neste contexto, fontes da ERC afirmaram à EFE que estudarão com seus serviços jurídicos a viabilidade destas propostas.
Enquanto isso, o ex-vice-presidente catalão e líder da ERC, Oriol Junqueras, e o ex-conselheiro regional de Interior, também deputados eleitos, permanecem em prisão preventiva sem fiança na Espanha na causa judicial que investiga todo o antigo governo independentista catalão.
Ciberia // EFE