Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr

Em meio à discussão da mudança da meta fiscal e de corte de gastos, as Forças Armadas pressionam pela recomposição no Orçamento, que nos últimos cinco anos sofreu redução de 44,5%. De 2012 para cá, os recursos discricionários caíram de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões. Os valores não incluem os gastos obrigatórios com alimentação, salários e saúde dos militares.
Segundo o comando das Forças, houve neste ano um contingenciamento de 40%. O recurso só é suficiente para cobrir os gastos até setembro. Se não houver liberação de mais verba, o plano é reduzir expediente e antecipar a baixa dos recrutas.
Atualmente, já há substituição do quadro de efetivos por temporários para reduzir o custo previdenciário. Integrantes do Alto Comando do Exército, Marinha e Aeronáutica avaliam que há um risco de “colapso”.
Segundo o jornal Estadão, a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) está sendo atingida pela crise. A diretoria é responsável por monitorar o uso de explosivos no país e já tem perdido parte da capacidade operacional para impedir que facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), tenham acesso a dinamites. Os explosivos geralmente são usados para roubos a bancos e assaltos a caixas eletrônicos.
Ainda de acordo com o Estado de S. Paulo, a Federação Nacional dos Bancos (Febraban) esteve na Comissão de Segurança Pública da Câmara no mês passado para pedir um maior combate ao crime organizado. O jornal ainda afirma que, apenas em agosto, quadrilhas usaram dinamites em agências bancárias de Lindoia (SP), Indaiatuba (SP) e Capelinha (MG). Brasília foi alvo de 22 ações do tipo desde o ano passado.
O presidente Michel Temer disse ao Estadão estar tomando medidas em relação ao contingenciamento. “Nós queremos devolver dinheiro, digamos assim, para os vários setores da administração e, em particular, às Forças Armadas”, afirmou.
Já o Ministério do Planejamento, por meio de sua assessoria, informou que se “esforça” para resolver os problemas mais “graves”. “Entretanto, qualquer ampliação de limites, sem que haja redução em outros ministérios, depende do aumento do espaço fiscal”, divulga o jornal.
Ciberia // O Estado de S. Paulo
Talvez seja parte da solução a eliminação das quadrilhas que caracterizam o crime organizado. Para combatê-lo, gasta-se muito dinheiro público em inteligência, investigação, armamento, prevenção, efetivo, operações, manutenção carcerária, restrições eletrônicas, vidas humanas etc. Falta dinheiro para tudo isso? Bang! Bang! Bang!