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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (11) no Twitter que uma solução militar para atacar a Coreia do Norte já está pronta, mas ele descartou um ataque no momento.
“Se a Coreia do Norte atuar imprudentemente, as soluções militares estão definidas e [as armas] estão carregadas”, escreveu. E completou: “Espero que Kim Jong-un encontre outro caminho!”
Depois de mais um episódio da escalada de tensões entre Estados Unidos e Coreia do Norte, Trump foi mais ponderado em sua postagem, ao dizer que um plano de ação está pronto, mas descartado no momento. A semana foi marcada por declarações e provocações entre Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un.
O presidente americano disse no começo da semana que responderia à Coreia do Norte com fogo e fúria, caso o país decidisse atacar os Estados Unidos. As declarações foram dadas por Trump dois dias depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas anunciar sanções econômicas ao país presidido por Kim Jong-un.
Em seguida, o governo norte-coreano anunciou que estava examinando um plano de ataque à Ilha de Guam, território norte-americano no Pacífico, a leste das Filipinas.
Donald Trump recebeu críticas internamente e da comunidade internacional pelas declarações de terça-feira. O tom provocativo utilizado por ele foi classificado pela imprensa e analistas da diplomacia mundial como impulsiva e imponderada.
Nesta quinta-feira (9), em novas declarações, ele manteve a postura rígida direcionada a Pyongyang ao dizer que “talvez a expressão fogo e fúria [utilizada anteriormente] não tenha sido forte o suficiente. Trump reafirmou que o país sofrerá uma derrota vergonhosa se “persistir em suas aventuras militares e pressões extremas”.
O presidente afirmou, entretanto, que não discutirá um ataque preventivo à Coreia do Norte. “Nós não falamos sobre isso. Não fazemos isso”, disse.
A China e a Alemanha defenderam a busca do diálogo entre as partes e o fim das provocações. E além do discurso um pouco mais ameno de Trump pelo Twitter, EUA e Coreia acertaram dialogar antes de tomar uma atitude contra a Coreia do Norte.
Governador de Guam pede população “preparada”
O governador de Guam, Eddie Calvo, pediu nesta sexta à população para “ficar preparada contra qualquer eventualidade”. Ele assegurou que o nível de alerta “não mudou”, apesar das ameaças da Coreia do Norte de atacar com mísseis o território.
“É importante esclarecer que se houver um ataque a qualquer território americano, incluindo Guam, haverá uma resposta contundente“, declarou Calvo em entrevista em sua página no Facebook.
O político pediu aos 163 mil habitantes e milhares de turistas que visitam a região que continuem a viver sua vida e seus planos com total normalidade.
Diante de qualquer mudança no nível de ameaça, as autoridades informarão pelos alto-falantes de alerta de tsunami situados na costa, pelas televisões, os rádios e a internet, lembrou o governador, que mantém contatos com os marines dos Estados Unidos (EUA) na região.
Calvo e o seu secretário de Segurança, George Charfauros, se mostraram “confiantes” no funcionamento do sistema de defesa antibalística dos EUA. Eles acreditam que as possibilidades de que um míssil caia no território sejam mínimas.
“Guam é tão seguro quanto Tóquio, Seul ou Taipé”, disse o representante, ao lembrar que em 2013 Guam já sofreu ameaças do regime norte-coreano.
Nesta sexta-feira, o Escritório para a Defesa Civil de Guam publicou uma série de recomendações à população para que se prepare diante da “iminente ameaça com mísseis”. As recomendações incluem, entre outras, o fornecimento médico de emergência, armazenamento de comida enlatada e o isolamento da casa em caso de ataque bioquímico.