(dr) Ritvik Carvalho / Reuters

Agentes da polícia em Finsbury Park após atropelamento junto a uma mesquita
Todas as vítimas do atropelamento desta madrugada (18) junto a uma mesquita em Londres, em que uma caminhonete atropelou vários pedestres fazendo um morto e dez feridos, “são muçulmanas”, indicou um responsável da unidade contra o terrorismo da polícia britânica.
“Todas as vítimas fazem parte da comunidade muçulmana”, disse Neil Basu, subcomandante da Scotland Yard, em coletiva de imprensa na capital britânica, esclarecendo que a polícia considera ter se tratado de um atentado terrorista, atendendo ao método utilizado, e precisando que não foi ainda determinado se a morte de um homem no local está ou não ligada ao ataque.
O mesmo responsável revelou que, no momento, a polícia acredita que o ataque junto à mesquita de Finsbury Park, no norte de Londres, foi executado por apenas um homem, que conduziu uma caminhonete contra um grupo de fiéis que saíam de um culto, depois de finalizarem suas orações.
Oito dos feridos deram entrada em três hospitais da capital britânica; dois dos quais se encontram em “estado crítico”. Outros dois feridos foram tratados no local do ataque, sem necessidade de hospitalização. “Este foi um ataque contra Londres e contra todos os londrinos e devemos permanecer unidos contra todos estes extremistas”, afirmou Basu, citado pela agência EFE.
A polícia britânica não descarta, por enquanto, nenhuma hipótese e mantém “o espírito aberto” em relação ao motivo “por trás da agressão”, acrescentou o agente da Polícia Metropolitana de Londres (MET).
Um homem de 48 anos, o suposto agressor, foi detido pela multidão depois do ataque e continua sob custódia da polícia. “Não foram identificados outros suspeitos”, disse Basu.
O detido foi levado a um hospital como medida de precaução, e, assim que recebeu alta, foi levado pela polícia para ser interrogado.
O incidente ocorreu à 0h20 em Londres (20h20 em Brasília) no final das orações da meia-noite do mês sagrado do Ramadã.
A primeira-ministra britânica, Theresa May, presidirá hoje uma reunião da chamada Comissão de Emergência Cobra, formada pelos principais ministros e representantes das forças de segurança britânicas para abordar o ataque à mesquita. “A polícia confirmou que [o incidente] estava sendo tratado como um potencial ataque terrorista”, indicou a primeira-ministra em breve comunicado.
O secretário-geral do Conselho Muçulmano Britânico (MCB), Harun Khan, afirmou que o atropelamento foi intencional.
Testemunhas do atropelamento descreveram que o suposto autor gritou que iria “matar todos os muçulmanos”. Segundo declaração de um homem, o suspeito começou a gritar “vou matar todos os muçulmanos” antes de ser imobilizado.
Essa testemunha, Abdulrahman Saleh Alamoudi, indicou que estava junto com um grupo de fiéis que acabava de terminar de rezar e que, nesse momento, ajudava um idoso que “tinha caído”, talvez por causa do calor, quando a caminhonete do agressor se dirigiu a eles.
Ciberia // ZAP / Agência Brasil