Stefan Wermuth / Reuters

A primeira-ministra britânica Theresa May
As instituições financeiras britânicas começam a fazer, a partir de janeiro, revisões trimestrais das 70 milhões de contas registadas no país. O objetivo seria criar um “ambiente hostil” para imigrantes sem documentos.
Segundo o The Guardian, já a partir de janeiro de 2018 o Reino Unido começa uma política de caça aos imigrantes ilegais.
O Ministério do Interior pretende identificar, logo no primeiro ano, seis mil pessoas cujos vistos já expiraram, assim como requerentes de asilo a quem não foi dada autorização de permanência no país e cidadãos estrangeiros com cadastro.
Identificadas as contas pertencentes a estrangeiros que residam ilegalmente no país, o próximo passo será congelar ou encerrá-las para “tornar mais fácil que elas não se estabeleçam no Reino Unido”.
O governo defende que congelar as contas bancárias com elevadas somas “vai criar um poderoso incentivo para que aceitem partir voluntariamente“, já que só depois de abandonarem o país é que poderiam ter acesso ao próprio dinheiro.
Ativistas pelos direitos dos imigrantes já reagiram à notícia, dizendo que os registros mais recentes do Ministério do Interior não são confiáveis e que, por essa razão, a implementação deste novo sistema acarretará em erros graves que teriam impacto nas vidas de não britânicos que têm o direito de viver no Reino Unido.
“Os próprios registros do governo demonstram que não podemos sequer confiar nele para implementar este sistema de forma apropriada. As categorias de imigração são muito complexas e o Ministério do Interior tem fornecido informações e diretivas incorretas de forma consistente. Imigrantes e minorias étnicas com todo o direito de viverem aqui serão afetados pela imposição destas verificações”, critica Satbir Singh, diretor executivo do Conselho Conjunto para o Bem-Estar dos Imigrantes.
Os bancos já teriam recebido instruções para adotarem uma postura preventiva e para informarem seus clientes de que devem contatar diretamente o Ministério se houver erros nesse processo, mesmo que apresentem passaportes atualizados ou vistos de residência biométricos que comprovem que estão legalmente na Grã-Bretanha.
O sistema de verificação começa a vigorar a partir de janeiro de 2018.
Ciberia // ZAP