Esqueça a vida no espaço: bilionários do Vale do Silício estão se preparando para o apocalipse comprando bunkers.
A parte mais abastada da população mundial tem se mostrado interessada em adquirir “buracos na terra” equipados para prorrogar a vida deles e suas famílias no caso de uma grande catástrofe global que envolva epidemias, ataques terroristas ou desastres naturais de proporções inimagináveis.
Em entrevista ao “El País”, Dance Vicino, diretor de The Vivos Group, uma empresa especializada no setor (sim, existe um setor especializado nisso), afirmou que a procura por esse serviço aumentou em até 400% com relação a anos anteriores.
Já Reid Hoffman, do LinkedIn, disse à revista “New Yorker” que cerca de 50% dos bilionários do Vale do Silício já possuem uma espécie de bunker para se abrigar caso o mundo entre em colapso.
Diz-se que Mark Zuckerberg, — dono do Facebook do Instagram e do WhatsApp — tem um bunker em sua mansão em Palo Alto na Califórnia. Elon Musk, bilionário da Tesla e da SpaceX, já demonstrou várias vezes tentar fugir de uma hecatombe, principalmente com seus projetos para ir à Marte. O americano Peter Thiel, cofundador do PayPal, possui um terreno enorme na Nova Zelândia para viver caso o mundo colapse.
A empresa de Vicino cogita ir além: construir um resort com apartamentos subterrâneos na Espanha. O condomínio para lá de “refinado” ficaria na paradisíaca de Marbella, no sul do país e cada residência teria 200 metros quadrados. Toda a estrutura oferecida em um resort tradicional estaria ali, com piscinas, academias e até um sistema requintado de filtragem de ar.
No site da empresa é possível escolher entre as opções oferecidas. Os interessados precisam se cadastrar antes de serem selecionados como elegíveis. Depois de ter o “currículo” aceito, a Vivos escolhe os melhores candidatos para cada abrigo dentro do seu hall de membros. Só depois de passar pelo crivo da empresa é que a pessoa interessada pode comprar uma vaga (ou muitas) no bunker.
Cada vaga para um adulto no abrigo de Indiana, uma das opções da Vivos, por exemplo, custa US$ 35 mil (aproximadamente R$ 189 mil). “Construído durante a Guerra Fria para resistir a uma explosão de 20 mega toneladas, este complexo subterrâneo impermeável acomoda até 80 pessoas por, no mínimo, um ano em total autonomia e sem a necessidade de retornar à superfície”, diz a descrição do complexo no site da Vivos.
Já o abrigo chamado de Vivos xPoint fica na Dakota do Sul, em um terreno onde antigamente funcionava uma base militar. O local abriga 575 bunkers privados que custam entre US$ 17,5 mil e US$ 35 mil por pessoa. A página da empresa traz um mapa hipotético que mostra que a região onde o abrigo fica não é um alvo de bomba nuclear em caso de guerras, nem de submersão em caso de catástrofes naturais que envolvam água.
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