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Caroline Conti, investigadora do ISCTE-IUL
A investigadora do ISCTE-IUL desenvolveu um trabalho sobre desafios e requisitos para serviços e aplicativos baseados em tecnologia de campo de luz (ou light field), incluindo três soluções.
O júri do Prêmio Científico IBM referente a 2016 atribui a premiação a Caroline Conti, de 31 anos, investigadora brasileira do ISCTE – IUL, de Lisboa, recentemente doutorada em Ciências e Tecnologias da Informação por essa universidade. É a primeira vez que é distinguido um trabalho daquela instituição, em 27 edições da iniciativa.
“A investigação aborda alguns dos desafios e requisitos essenciais para a introdução de serviços e aplicações baseados em tecnologia de campo de luz (ou light field)”, diz um comunicado da instituição, que arescenta que a pesquisa “inclui ainda a proposta de três soluções para a codificação eficiente de campos de luz”.
“A enorme quantidade de dados envolvidos nestes sistemas e suportar as novas funcionalidades mais poderosas de visualização e interação”, refere a nota.
Segundo a IBM, o trabalho contribui para a discussão iniciada recentemente pelos organismos de normalização Joint Photographic Experts Group (JPGEG) e Moving Picture Experts Group (MPEG), focados na especificação de uma norma para a representação e codificação do conteúdo de campo de luz.
As suas propostas traduzem-se na iniciativas mundiais JPEG Pleno e MPEG-I. O júri funda a sua decisão na “qualidade, clareza de exposição e oportunidade tecnológica”, do trabalho de Conti. O prêmio será entregue à investigadora, também ligada ao Instituto de Telecomunicações, em Setembro.
“É uma honra muito grande receber este prêmio e ter o nosso trabalho reconhecido neste grupo seleto de investigadores de prestígio internacional que foram premiados nestes últimos 27 anos”, afirma Caroline Conti.
“É também de salientar a importância do prémio IBM como um incentivo para nós, jovens cientistas, continuarmos a desenvolver investigação de qualidade em Portugal”, acrescentou a investigadora.