Cerveja pode ficar cinco vezes mais cara devido às mudanças climáticas

Más notícias para os amantes de cerveja. As mudanças climáticas, além de elevarem o nível médio do mar e causarem furacões mais fortes e incêndios mais intensos, podem também prejudicar a produção e, consequentemente, a oferta de cerveja a nível mundial. É previsto que os preços venham a disparar.

Segundo um novo estudo, publicado na segunda-feira (15) na Nature Plants, as secas e as ondas de calor cada vez mais intensas podem causar quebras acentuadas na produção de cevada – um dos principais ingredientes da cerveja.

Realizada por uma equipe internacional de cientistas, o estudo prevê que as mudanças climáticas podem afetar de forma severa o fornecimento global de cerveja. Além disso, os modelos econômicos utilizados no estudo apontam também para uma forte possibilidade de os preços aumentarem em vários países frente à quebra na produção.

De acordo com os pesquisadores, um dos primeiros efeitos desse declínio será um aumento acentuado dos preços da bebida. O estudo vai ainda mais longe, referindo que um pack de seis cervejas pode vir a custar mais de R$ 72 – ou seja, o preço pode quintuplicar face ao preço atual de uma cerveja.

“O mundo enfrenta muitas consequências devido às mudanças climáticas que põem em jogo a própria vida e, por isso, o fato das pessoas terem que gastar um pouco mais para beber uma cerveja pode parecer trivial em comparação com outros problemas”, disse Steven Davis, coautor do estudo.

No entanto, frisa, “há definitivamente um apelo intercultural no consumo de cerveja” e, o fato desse produto poder não aparecer com a mesma oferta no fim de um dia quente pode fazer aumentar as reclamações dos consumidores, sustentou.

O especialista disse ainda que a equipe de pesquisa criou vários cenários a partir dos níveis atuais e estimativas futuras de combustão de combustíveis fósseis e emissões de dióxido de carbono.

No cenário mais pessimista, os especialistas projetaram que as partes do mundo onde se produz cevada – incluindo as grandes planícies ao norte, as pradarias do Canadá, a Europa, a Austrália e a estepe asiática, vão passar por secas mais frequentes e ondas de calor mais recorrentes – o que fará diminuir a produção do grão até 17%.

“O estudo mostra ainda que mesmo um aquecimento global moderado levará ao aumento das secas e dos períodos excessivos de calor nas áreas de cultivo da cevada”, pode-se ler ainda nas previsões do estudo.

Ciberia // Deutsche Welle / ZAP

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