Marcelo Camargo / Agência Brasil

Jean Wyllys
Deputado foi julgado por Comissão de Ética da Câmara por quebra de decoro e podia ter mandato cassado.
Acusado de quebra de decoro parlamentar por ter cuspido no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na sessão de votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Jean Wyllys (PSOL – RJ) foi absolvido nesta quarta-feira (5) pela Comissão de Ética da Câmara por 9 votos a um.
Apesar disso, foi aprovado um voto em separado sugerindo uma punição escrita ao parlamentar.
Em um vídeo publicado no Facebook, Jean comentou a punição do Congresso: “A advertência será um trofeu porque naquela noite pavorosa, em que o país assistiu à votação do impeachment da presidente Dilma, o que restaurou a dignidade foi eu ter reagido com um cuspe na cara de um fascista e que me insultou com base na homofobia”.
Durante a votação do impeachment, Bolsonaro dedicou seu voto à memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, militar que comandou o Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) de São Paulo entre 1970 a 1974. Ele foi o primeiro militar a ser reconhecido pela Justiça como torturador durante a ditadura.
Suspensão
O relator do caso, deputado Ricardo Izar (PP-SP), recomendou que a pena contra Wyllys pelo gesto em Bolsonaro fosse de suspensão de quatro meses. Posteriormente, Izar reduziu o pedido de punição para 30 dias.
Ele rechaçou os pedidos favoráveis à advertência por escrito a Jean e ressaltou que o deputado progressista quebrou o decoro parlamentar: “Caberia inclusive a cassação do mandato, mas a gente levou em consideração alguns atenuantes, como as provocações sofridas”, respondeu Izar.
Cuspir pode?? Já deve estar habituado com a prática. Fala sério!