University of Reading Archaeology Field School / Andy Burns / Facebook

“Casa dos Mortos” em Wiltshire, Reino Unido, pode conter os vestígios mortais dos antepassados de Stonehenge
Arqueólogos britânicos descobriram uma “Casa dos Mortos” que data de 5 mil anos atrás e que pode conter os vestígios mortais dos antepassados dos povos que viveram em torno do monumento neolítico de Stonehenge.
A descoberta foi feita por arqueólogos e estudantes da Universidade de Reading, no Reino Unido, em um local conhecido como “Cat’s Brain” (ou Cérebro de Gato, em português) que fica situado entre os monumentos pré-históricos de Stonehenge e de Avebury, no condado de Wiltshire (região sul da Inglaterra).
A “Casa dos Mortos” foi encontrada no meio do campo de um agricultor, durante escavações realizadas no âmbito do projeto final de campo da Escola de Arqueologia da Universidade de Reading (UR).
Os arqueólogos situam o achado há 5 mil anos, acreditando que remonta ao início do período Neolítico, época em que apareceram no Reino Unido “as primeiras comunidades agrícolas e os primeiros construtores de monumentos”, conforme salienta a UR em comunicado no seu site.
O monumento começou sendo detectado através de fotografias aéreas e, depois, foi registrado por imagens de pesquisa geofísica.
Finalmente, os arqueólogos encontraram um edifício central com duas valas em seu redor, notando que estas podem ter sido feitas para escavar a terra que cobria os mortos.
Agora, “descobrir os restos enterrados dos que podem ser os ancestrais dos que viveram em volta de Stonehenge seria a cereja no bolo de um projeto fantástico”, destaca o Diretor da Escola de Campo de Arqueologia da UR, Jim Leary, citado na página da Universidade.
Jim Leary destaca a “fantástica oportunidade” de poder estudar “com as mais recentes técnicas e tecnologias” um monumento intacto como este.
Acredita-se que pode conter vestígios humanos datados por volta de 3.600 antes de Cristo, o que leva a codiretora da Escola de Campo de Arqueologia da UR, Amanda Clarke, a falar em uma “descoberta incrível de um dos primeiros monumentos britânicos” e que “oferece um vislumbre raro sobre este importante período da História”.
“Estamos colocando o pé dentro de um edifício significativo que permaneceu esquecido e escondido durante milhares de anos”, acrescenta Amanda Clarke citada pela UR.
As escavações continuam na tentativa de recolher ossos, artefatos e outras evidências que possam ser analisadas.
No próximo sábado, 15 de julho, o projeto abre as portas à comunidade para permitir a qualquer pessoa “ver a pré-história ser desenterrada”, informa Jim Leary.
// ZAP