Mergulhador canadense encontrou bomba nuclear Fat Man desaparecida na Guerra Fria

US Government / Wikimedia

A bomba nuclear Fat Man Mark IV, dos EUA

A bomba nuclear Fat Man Mark IV, dos EUA

Existem algumas coisas no mundo que são tão importantes que nunca deveriam ser perdidas, como invenções que podem salvar a vida de muita gente ou matar muita gente. Uma bomba nuclear, por exemplo. “Mas quem consegue perder uma bomba nuclear?”, questiona você.

A reposta é simples: o maior produtor deste tipo de munição do mundo, os EUA.

Conhecida como Lost Nuke, ela era uma bomba para treinamento que estava no voo 44-92075, da Força Aérea Americana, que estava participando de uma simulação de ataque à Califórnia no dia 13 de fevereiro de 1950, antes de pousar em Texas.

Para a simulação, a bomba estava carregada com uma mistura de chumbo, urânio não enriquecido e TNT. Assim, ela tinha a capacidade de detonação de uma bomba de TNT convencional, sem a detonação nuclear.

O voo partiu do Alaska, mas o Convair B-36 logo enfrentou problemas nos motores. O piloto lançou a bomba no litoral do território canadense British Columbia e a detonou no ar. O avião foi colocado em modo piloto automático e se chocou contra o Monte Koleget, a 300km do ponto em que a bomba foi liberada.

Cinco pessoas que estavam no avião morreram, mas 12 outras foram resgatadas depois de pousar com paraquedas na ilha Princess Royal. Os destroços do avião foram encontrados na montanha em 1953, mas a bomba nunca foi localizada – pelo menos até agora.

O mergulhador profissional Sean Smyrichinsky parece ter encontrado a Lost Nuke enquanto procurava por pepinos do mar perto da ilha Pitt, no último mês de outubro. “Eu me afastei um pouco do meu barco e achei algo que nunca tinha visto antes. Parecia uma rosca cortada na metade com algumas tigelas em volta”.

Apesar de não saber o que aquele objeto era, o mergulhador percebeu que se tratava de algo singular. “Terminei o mergulho, subi no barco e comecei a contar para minha equipe: ‘Meu Deus, achei uma nave alienígena. Encontrei a coisa mais estranha que já vi!”, relembra ele.

Quando Sean relatou sua descoberta a pescadores da região, uma explicação mais lógica surgiu: “ninguém havia visto aquilo antes porque ninguém mergulha ali. Aí uma pessoa de idade falou: você pode ter encontrado aquela bomba”.

Assim que esta possibilidade surgiu, o mergulhador informou o Departamento de Defesa Nacional do Canadá sobre suas suspeitas, e foi informado de que a descoberta captou a atenção do órgão, que vai investigar o objeto.

Ainda não há confirmação oficial de que as partes encontradas por Sean sejam de fato a bomba desaparecida, mas ele está convencido de que só pode ser isso. “As imagens da bomba que encontrei a mostra desmontada. E no meio tem uma coisa grande que parece exatamente com o que eu encontrei”, diz ele.

Um navio da marinha canadense deve chegar ao local nas próximas semanas para investigar o objeto.

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1 COMENTÁRIO

  1. O título diz que é nuclear e a reportagem diz que não é. Por que os jornalistas nunca aprendem a trabalhar apenas com a verdade?

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