
Thauane Cordeiro, 19 anos, está em tratamento para leucemia mielóide aguda
Thauane Cordeiro, uma jovem de Curitiba com leucemia mielóide, foi criticada no metrô por estar usando turbante, típico da cultura afro. A jovem contou o caso e lançou o debate sobre apropriação cultural – a adoção de alguns elementos de uma cultura por um grupo cultural diferente
“Apropriação cultural” é um termo utilizado para designar o uso de elementos ligados a outras culturas, de modo considerado inapropriado por quem vive no contexto cultural que estaria sendo apropriado.
A jovem Thauane Cordeiro, 19 anos, mora em Curitiba e está em tratamento para leucemia mielóide aguda, que a deixou careca.
Thauane é branca, e foi criticada pelo uso de turbantes, que são vistos como símbolo de luta do movimento negro e que ela usou para melhorar a auto-estima e se sentir mais bonita enquanto dura o tratamento que faz com que o seu cabelo caia.
“Eu comecei a reparar que tinha bastantes mulheres negras, lindas aliás, que tavam me olhando torto, tipo ‘olha lá a branquinha se apropriando da nossa cultura‘. Enfim, veio uma falar comigo e dizer que eu não deveria usar turbante porque eu era branca. Tirei o turbante e falei: ‘tá vendo essa careca, isso se chama câncer, então eu uso o que eu quero! Adeus‘.
Peguei e saí e ela ficou com cara de tacho”.
Após o ocorrido, Thauane tirou uma foto usando o turbante e postou nas suas redes sociais junto com um texto onde conta o que aconteceu.
Vou contar o que houve ontem, pra entenderem o porquê de eu estar brava com esse lance de apropriação cultural:
Eu estava na estação com o turbante toda linda, me sentindo diva. E eu comecei a reparar que tinha bastante mulheres negras, lindas aliás, que tavam me olhando torto, tipo ” olha lá a branquinha se apropriando dá nossa cultura”, enfim, veio uma falar comigo e dizer que eu não deveria usar turbante porque eu era branca. Tirei o turbante e falei “tá vendo essa careca, isso se chama câncer, então eu uso o que eu quero! Adeus.”, Peguei e sai e ela ficou com cara de tacho. E sinceramente, não vejo qual o PROBLEMA dessa nossa sociedade em, meu Deus!
#VaiTerTodosDeTurbanteSim
Após a postagem houve muita polêmica no debate sobre apropriação, onde muitas pessoas tanto concordavam quanto discordavam que seria errado usar turbantes mesmo se uma pessoa estiver com câncer, e muitas pessoas publicaram fotos usando turbante e defenderam que apropriação cultural em um país com tanta diversidade não existe.
Viviane Martins resume o sentimento da maior parte dos que defendem Thauane.
Como o assunto está bombando no tt, vamos junto com a Thauane Cordeiro subir a tag #VaiTerTodosDeTurbanteSim para mostrar que o mais bonito das culturas é a mistura delas.
Do outro lado, alguns defendem que Thauane Cordeiro “usou a doença dela para legitimar uma falsa situação criada para denegrir a imagem do movimento negro e das mulheres negras. Apenas”.
Ainda ninguém acusou a jovem de ter ficado doente só para poder fazer isso.
Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

Marcha das Mulheres Negras em Brasília, em 2015
Ciberia // Agência BR
É sempre a mesma coisa.
Mas digam, quem é o segregacionista aqui?
Ademais, TURBANTE, ao meu simples ver, é muito mais parte da cultura Indiana ou Induísta, que a Africana.
Ora, então, por qual motivo, as mulheres afro, muitas vezes alisam seus cabelos? Deveriam ser instadas a não o fazer???
De forma alguma, cada qual usa, aquilo que mais lhe fizer bem
A menina tomou a mais correta das atitudes, e penso que todos que se posionam contra o uso de turbantes por “brancos”, deveriam mesmo era fazer uma grande introspecção.
O que essas moças que criticaram a menina do turbante fizeram tem um nome só: RACISMO. Quer dizer que agora cada etnia tem uma vestimenta apropriada? Fala sério!
Falta do que fazer, vão ajudar alguém que precise, usem toda sua energia para o bem, ao invés de disseminar racismo, intolerância e ignorância. Qual o problema de usar turbante? Não poderia ser encarado como uma homenagem ao povo africano? Agora sairão perseguindo todas as mulheres com câncer que usam turbante há muito tempo?