Zouhir Al Shimale / EPA

Bombardeio em Aleppo, Síria
Uma fotografia que corre mundo, com um bebê desnutrido, ilustra a tragédia humanitária que se vive na Síria, onde várias cidades estão cercadas pelo exército leal a Bashar al-Assad, que continua a guerra civil contra os rebeldes.
Pelas redes sociais e por jornais de todo o mundo, são divulgadas imagens da agência francesa de notícias (AFP) que mostram um bebê com apenas um mês de vida, severamente desnutrido, pesando menos de dois quilos.
Sahar Dofdaa, cuja mãe também estava desnutrida e não podia amamentar a criança, morreu no domingo, conforme reporta o jornal The Guardian.
Como o bebê que morreu em Hamouria, na região de Ghouta, há milhares de outras correndo risco de morte, em uma altura em que as tropas leais a Bashar al-Assad, presidente da Síria, têm várias cidades cercadas. As populações, alvo de constantes bombardeios, sobrevivem na absoluta escassez de alimentos.
No Twitter, várias pessoas se movimentam, apelando à uma ação contra a tragédia humanitária síria, compartilhando imagens que mostram o horror de quem sobrevive nas cidades cercadas. Entre essas pessoas estão os ativistas sírios Husam Hezaber e Asaad Hanna, este último jornalista freelancer.
O The Guardian informa que cerca de 3,5 milhões de pessoas vivem em cidades controladas pelos rebeldes ou pelo Estado Islâmico e cercadas pelo regime de Assad.
Ghouta vive uma situação particularmente trágica que leva o ativista Raed Srewel a notar, em declarações ao The Guardian, que está “sofrendo da pior forma de criminalidade“.
“Milhares de crianças estão em perigo e se não houver um movimento internacional ou uma iniciativa das Nações Unidas para resolver isto, as consequências serão extremamente perigosas e Ghouta irá se transformar em uma catástrofe humanitária“, alerta o ativista.
O governo sírio tem limitado a ajuda prestada por organizações internacionais e pela ONU nestas áreas cercadas. Perante a escassez de alimentos, muitas famílias sobrevivem à base de um pão feito de cevada, azeitonas e plantas cozidas.
SV, ZAP, Ciberia // ZAP