O Partido Conservador do Reino Unido proibiu os membros do governo de sair do país devido ao início do processo de saída do país da União Europeia, o assim chamado Brexit.
De acordo com o The Daily Telegraph, pelo menos dois ministros foram obrigados a mudar seus planos para visitar o estrangeiro em ligação com a situação. O jornal não especifica os nomes dos políticos.
“É impossível sair neste momento. Se a tendência continua, surgirá um estímulo para organizar eleições antecipadas”, diz um dos governantes, citado pelo Telegraph.
A limitação de sair para estrangeiro, segundo o jornal britânico, está ligada ao fato de os conservadores só terem uma margem insignificante de vantagem no Parlamento britânico.
O partido no poder receia que a saída de ministros na véspera da votação do projeto de lei que lança o processo do Brexit poderia mudar o equilíbrio de forças e que alguns conservadores possam se juntar aos apoiadores da UE, aprovando assim as mudanças propostas ao documento pela Câmara dos Lordes.
Na sexta-feira (10), o jornal tinha informado que os procedimentos do Brexit podem ser lançados já na próxima terça-feira, 14 de março, depois de ambas as câmaras do Parlamento aprovarem o projeto de lei respectivo, no dia 13.
Os pares já introduziram duas emendas ao documento – sobre a proteção dos direitos dos cidadãos da UE que vivem no Reino Unido e sobre a obrigatoriedade de o governo ter aprovação do Parlamento para a conclusão do acordo com a União Europeia sobre a saída.
Está previsto que o gabinete da premiê Theresa May rejeite ambas as emendas.
O referendo sobre a saída do Reino Unido da UE foi realizado em 23 de junho de 2016 e foi aprovado por mais de metade dos votantes. Após o referendo, o então premiê britânico David Cameron renunciou ao mandato e foi substituído no posto pela chefe do Ministério do Interior Theresa May.
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