Victor Nikiforov / WWF Rússia

Ursos polares não costumam atacar humanos, mas casos assim vêm se tornando mais frequentes
Cinco cientistas russos passaram as últimas duas semanas numa estação meteorológica no norte da Sibéria cercados por uma dúzia de ursos, mas conseguiram se livrar da ameaça esta quarta-feira (14) graças a um navio-almirante que passava na zona.
A estação ficou cercada por 10 ursos adultos e algumas crias, que cercaram o local desde final de agosto e mataram o cão de um cientista.
Vadim Plotnikov, o chefe da equipe, pediu ajuda às autoridades após a situação ter sido agravada pela utilização de todo o stock de sinalizadores luminosos para assustar e afastar os ursos.
De acordo com a CNN, os pesquisadores estavam na ilha Troynoy e teriam de esperar mais de um mês para serem resgatados, se não fosse a ajuda do navio Akademik Tryoshnikov que forneceu cães e mais sinalizadores luminosos para afastar os predadores.
Dado o difícil acesso à ilha, os materiais foram fornecidos através de um helicóptero.
Segundo a porta-voz da empresa responsável pela estação meteorológica, Yelena Novikova, o degelo crescente no Ártico fez com que os ursos não tivessem conseguido atravessar para outras ilhas para procurar comida, como seria habitual.
“Este ano, o gelo desapareceu mais rápido e os ursos não tiveram tempo de nadar para outras ilhas. Como ali não existe comida, foram para a estação”, afirmou, para justificar o número invulgar de ursos que cercaram os cientistas.
Os ursos polares são os maiores carnívoros terrestres, chegando a pesar 800 quilos, e estão em situação de vulnerabilidade devido à perda do seu habitat causada pelas alterações climáticas.
BZR, ZAP