(dv) TV Globo

Laura, interpretada pela atriz Bella Piero
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) divulgou uma nota denunciando a forma como a novela “O outro lado do paraíso”, da TV Globo, vem retratando a situação de vítima de abuso sexual e saúde mental.
Na trama de Walcyr Carrasco, a personagem Laura (Bella Piero) foi abusada durante a infância pelo padrasto (Flavio Tolezani) e, para entender o trauma, foi levada a se consultar com uma advogada especializada em hipnose e coaching (termo que, de maneira literal, significa treinador – uma espécie de técnico capaz de motivar o cliente para que ele possa atingir seus objetivos).
Segundo o comunicado, a obra é capaz de formar opinião e trata “com simplismo e interesses mercadológicos um tema tão grave como o sofrimento psíquico”. O órgão reitera que é essencial que as pessoas com sofrimento emocional, mental e existencial recebam um tratamento adequado e que ele deve ser realizado pelos profissionais da Psicologia.
O Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG) também se posicionou contra a novela. O CRP-MG lembrou que o coaching não é uma atividade reconhecida e não está vinculado a nenhuma formação universitária específica, além de utilizar técnicas focadas na administração de empresas e na gestão de pessoas.
Para a instituição, a trama apresenta o abuso como uma questão passível de soluções rápidas e define a prática do coaching como uma “ferramenta para extrair a verdade”.
“Com essa conduta equivocada, a Rede Globo desrespeita os profissionais da Psicologia e sua profissão, que é devidamente qualificada por meio de curso superior específico e regulamentada por Conselho, mais habilitada e indicada para tratar da terapêutica de casos como o da personagem”, termina.
Ciberia // Revista Fórum
Infelizmente, sinto dizer, fui gravemente prejudicada, em longa terapia com psicóloga inscrita no CRP que fazia contra tratamento comigo. Eu, como leiga, não tinha conhecimento técnico para perceber que tudo estava errado. Demorou anos para que eu realizasse o prejuízo. Infelizmente, não basta estar em um tratamento com psicólogo para estar sendo tratado adequadamente. Infelizmente, há muitos picaretas e psicólogos ruins. O CRP / CRF deveria estar muito mais atento e investigativo, além de criar mecanismos como avaliações periódicas de profissionais. Eu sei como fui irremediavelmente prejudicada por colocar credibilidade na profissional errada. Profissionais que não são sérios. Parece que a psicologia admite muita flexibilização.
RCP poderia começar suspendendo temporariamente CRPs de psicólogos que atendem como holísticos ou oferecem terapias de constelações familiares ou baseadas nesses princípios, ainda não comprovados como verdadeiros ou eficazes. Deveria proibir que tais profissionais, que oferecem tratamentos holísticos ou, por métodos cuja eficacia não está comprovada de forma científica, não atrelarem à sua página virtual ou divulgação por qualquer meio, de que são psicólogos. Isso desencadeiam no público desavisado, sensação de falsa segurança no tratamento, pelo fato do profissional em questão ser tbm um psicólogo. A psicóloga que me atendeu o fazia em seus conhecimentos rasos em psicologia (depois soube que rasos), utilizava se de sugestões holísticas e até religiosas como recomendação para eu me confessar e tentar, assim, superar sintomas psicológicos ruins. Não funcionou. Eu achava que não havia terapêutica disponível na psicologia e que essa profissional estava lidando com sintoma inédito, testando algo que pudesse funcionar mas, não. Ela conhecia menos dos assuntos de sua formação e muito mais sobre os de natureza extra sensorial, que eram temas que a seduziram muito mais. Ela via aura! Cheia de histórias de misticismo. Na minha pouca idade e experiência de vida, eu achava tudo isso o máximo. Deixei de ser beneficiada por recursos disponíveis na psicologia, até mesmo por julgar que não existiam.
Muito bom! Revelador! Inteligente! Inspiradora!
Estamos em um Pais Livre, e a pessoa se trata com quem ela quiser. Se quiser ir na Igreja falar com Deus ou com o Satanás , a escolha é dela. Se quiser ir falar com Psicologo(a) Psiquiatra Psicanalista a escolha é dela.
se quiser ir na universal, em centro espirita, na umbanda e bater tambor, a escolha é dela .
a novela tambem é uma obra de ficção…enfim…. quem é que esta precisando de tratamento ?
Primeiro, hipnose é manifestação de espíritos caídos. Qualquer coisa fora disso é enganar a população. Segundo, é risível. Querem o monopólio para tirar dinheiro do povo. É isso que a sociedade de hipnose quer. Ela e o Conselho de Psicologia nem são consideradas ciências! É o abuso! Querendo o controle! Querendo ser o dono da verdade.