O empreendedor Valery Pshenichny, conhecido como o Elon Musk russo, foi acusado de roubar 100 milhões de rublos – cerca de R$ 4,2 milhões.
A coluna quebrada, sinais de choques elétricos, asfixia, sinais de facadas e esperma: foram esses alguns dos inesperados vestígios encontrados no corpo do inventor russo pela equipe médica.
Valery Pshenichny, de 56 anos, foi preso em janeiro, depois de ser acusado de fraudar 100 milhões de rublos em um contrato com o ministério da Defesa russo para elaborar um modelo virtual em três dimensões de um submarino que deveria servir aos engenheiros encarregados dos trabalhos de reparação. Três semanas depois, seu corpo foi encontrado enforcado na sua cela, em São Petersburgo.
Inicialmente, as autoridades insistiram que o caso não passava de um suicídio, mas amigos do empreendedor afirmaram que algo mais teria acontecido. Talvez tivesse sofrido um ataque cardíaco e tivesse lhe sido negado tratamento, sugeriram, ainda longe de adivinhar a verdade.
O que os amigos mais próximos de Pshenichny tinham a certeza era de que o “forte” e “determinado” homem de negócios não era um “candidato” a tirar a própria vida. Sua mulher também suspeitou da forma como uma corda apareceu dentro da prisão feita a partir de uma camisola que ela não reconhecia como pertencente ao marido.
A partir daí, as autoridades concordaram que poderia haver indícios de crime e abriram uma investigação, começando por recolher amostras de DNA dos guardas prisionais.
De acordo com o The Independent, os problemas de Pshenichny começaram quando foi acusado de fraude. O empresário começou por acusar um antigo parceiro de negócios, Andrei Petrov, de roubar dinheiro da sua empresa, a NovIT PRO. Uma investigação e uma detenção ocorreram em 2016.
Mas no decurso do julgamento, Petrov conseguiu virar o processo contra Pshenichny, acabando por ser o empresário quem foi declarado culpado de fraude e de inflação de custos do contrato com a Defesa.
O trabalho de Pshenichny em modelação 3D tinha aplicação potencial na reparação remota de submarinos. O disputado contrato multimilionário que assinou com o ministério da Defesa seria, como o esperado, seguido por contratos na indústria do gás e óleo.
De acordo com Larissa von Arev, a advogada do empresário e informático Valeri Pchenitchnyi, com boa imagem na comunicação social pelas suas ideias ambiciosas e inovadoras, à semelhança das do midiático multimilionário norte-americano, “há razões para acreditar que não se trata de um suicídio“.
A advogada revelou também que “mesmo antes da morte, sua viúva, Natália, recebeu notas do marido que lhe pedia, de forma insistente, que não pagasse nada a ninguém e onde insistia na sua inocência”.
Ciberia // ZAP