
A deputada Vian Dakhil (dir), a única mulher Yazidi que integra o Parlamento do Iraque
Uma deputada iraquiana, que ajuda a salvar escravas sexuais das garras do Estado Islâmico (EI), conta como terroristas do grupo levaram uma mãe a comer o próprio filho e como violaram uma criança de 10 anos até a morte em frente à família.
O relato do horror vivido por mulheres e crianças Yazidi, uma etnia curda, que são forçadas a se tornar escravas sexuais dos terroristas do EI, está chocando o mundo.
A porta-voz da tragédia humana é a deputada Vian Dakhil, a única mulher Yazidi que integra o Parlamento do Iraque, e suas revelações foram feitas em uma entrevista dada no início do mês, mas só agora traduzida para inglês pelo Instituto de Pesquisa do Oriente Médio (MEMRI, na sigla original em inglês).
As declarações são noticiadas pelo jornal The Washington Times. Segundo o periódico, Vian Dakhil conta que o EI matou e raptou milhares de mulheres e jovens rapazes Yazidi, transformando os que sobreviveram em escravas sexuais e em terroristas suicidas.
A deputada está envolvida em operações de resgate de vários prisioneiros Yazidi e relata como terroristas do EI “telefonam e se oferecem para vender” as mulheres que têm em cativeiro.
“Telefonam à família da menina e nós a compramos. Nós, os Yazidis, no século XXI, compramos nossas filhas e nossas mulheres”, afirma Vian Dakhil em um lamento de dor e revolta.
“Uma das mulheres que conseguimos recuperar do EI disse que foi mantida em uma caverna durante três dias, sem comida ou nada. Depois disso, levaram a ela um prato de arroz e carne. Ela comeu a comida porque estava com muita fome. Quando terminou, disseram: cozinhamos seu filho de um ano e foi isso o que você acabou de comer“, conta também a deputada perante um entrevistador que não consegue conter a emoção com o relato aterrador.
“Uma das mulheres disse que levaram seis das suas irmãs. A irmã mais nova, uma menina de 10 anos, foi violada até a morte em frente do pai e das irmãs. Ela tinha 10 anos”, revela contendo as lágrimas.
“Por quê? Por que estes selvagens fazem isto?”, desabafa finalmente Vian Dakhil, notando que essa é a pergunta que se repete sucessivamente sem resposta.
A etnia Yazidi tem sido um dos mais vulneráveis alvos do EI que vende crianças de 1 a 9 anos como escravas sexuais por 150 euros (cerca de R$ 550).
A ativista Nadia Murad, de etnia Yazidi e ex-escrava sexual do grupo terrorista, tem sido uma das vozes mais fortes na luta pela libertação dos milhares de prisioneiros do seu povo que continuam nas mãos do Estado Islâmico. A luta valeu a ela uma nomeação como embaixadora da ONU.
// ZAP
– ESTE MUNDO… JÁ DEU O QUE TINHA QUE DAR. ESTÁ NA HORA DE UM BELO RESET.
Meu Deus assustador esse relato. Triste, revoltante, assustador, apavorante! Nojo!
acredito que atualmente com toda a evoluçao, nos seres humanos temos a obrigaçao de acabar com toda a barbarie que esta presente nesse mundo, que seja pelas palavras ou pela força, esses individuos (animais) que os mesmo me perdoem nao merecem viver.
É mais sem analisar as raízes psicológicas que levam ao comportamento observável e insistir nesta permissividade suicida com religiões e todo tipo de superstição e negação ou supressão da propagação da ciência iremos é enxugar gelo.