Formada em Harvard, brasileira da periferia é eleita deputada federal

Marcelo Brandt / G1

Formada em Harvard em Ciências Políticas e Astrofísica, Tábata Amaral teve mais de 264 mil votos para Deputada Federal

Uma jovem da periferia que se formou em Harvard foi eleita Deputada Federal por São Paulo. Tábata Amaral, de 24 anos, foi a sexta candidata mais votada com mais de 264 mil votos. Ela quer lutar no Congresso Nacional por melhoria na educação pública.

Paulistana, Tábata Amaral é de Vila Missionária, na periferia da Zona Sul de São Paulo, e se candidatou pelo PDT. Filha de um cobrador de ônibus e uma ex-vendedora de flores, ela estudou em escola pública até o 8º ano.

Aos 12 anos, começou uma carreira como “atleta” do conhecimento. Ao todo, colecionou mais de 30 medalhas em olimpíadas de física, química, informática, matemática, astronomia, robótica e linguística.

O destaque foi nas Olimpíadas de Matemática, quando ela ganhou uma bolsa em uma escola privada. O colégio também bancou moradia e alimentação da estudante porque sua casa ficava distante e os pais não podiam arcar com a despesa.

Lá, Tábata viu os horizontes se alargarem e ouviu pela primeira vez sobre a possibilidade de fazer faculdade fora do país.

Ela atribui suas conquistas às oportunidades que teve. “Consequência de oportunidades que me deram acesso a uma educação de qualidade e também a sonhos bem diferentes”, disse em entrevista ao Conversa com Bial.

Quando estava no segundo ano do Ensino Médio, Tábata ganhou uma bolsa para estudar inglês e contou com a ajuda de instituições para cobrir os gastos do processo de candidatura às vagas em universidades norte-americanas.

Quando escolheu Harvard, Tábata também tinha sido aceita por outras cinco universidades americanas, entre elas, Caltech, Columbia, Princeton e Yale.

A ideia inicial era estudar Astrofísica, mas uma tragédia em sua vida pessoal fez com que ela quisesse ampliar o campo de estudo. “Quatro dias depois que eu fui aceita em Harvard, eu perdi meu pai para as drogas e para o álcool, de uma maneira que é muito típica da periferia, mas que é rodeada ainda de preconceito e incompreensão”, disse ao G1.

“Imagina como estava minha cabeça quando eu cheguei lá [nos Estados Unidos], porque eu tinha a realidade do meu bairro, do meu pai, do meu irmão, a minha, e eu via que o caminho era pela educação. E meu maior sonho era que todo mundo tivesse no mínimo as mesmas oportunidades que eu tive”, contou.

Tábata voltou dos Estados Unidos formada em Ciências Políticas e Astrofísica. No ano que vem, assume sua cadeira como Deputada Federal.

Ciberia // Só Notícia Boa

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3 COMENTÁRIOS

  1. Noticias como esta alentam a esperanca de que possamos superar essa era de trevas que estamos outra vez vivendo por falta de saude, educacao e cultura. Precisamos em primeior lugar saenar a politica sem usar a forca nem a violencia, que esta sendo vista por tanta gente como a “salvacao do Brasil”. Movimentos pacifistascomo o de Ghandi e Mandela venceram porque pregaram uma rsistencia pragmantica, sem excessos. O protesto e uma arma da Demicracia para que sejam atendidas as nossas demandas. Viva o povo Brasileiro, que e inclusivo e tolerante. E parabens a todos que se esforcam por mudar o estado de coisas nossas com aprendizado secular e global.

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