Maduro nega crise migratória e diz que venezuelanos migram com bolsos cheios

(h) Miraflores Press / EPA

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, insistiu nesta quinta-feira (13) que o seu governo é alvo de uma campanha internacional enganadora, que tem como objetivo justificar uma intervenção militar e política no país.

De acordo com Nicolás Maduro, há venezuelanos que se deixam seduzir por essa campanha e abandonam o país devido à crise econômica, mas que migram com os bolsos “cheios de dólares”.

“Alguns regressaram da escravidão [do exterior]. A maioria dos que regressaram foram enganados, eu diria, 100%, com pacotes falsos”, disse.

Nicolás Maduro falava durante o encerramento do III Congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela – PSUV, o partido do governo –, que decorreu na Praça Bicentenário do palácio presidencial de Miraflores, em Caracas.

“Uma característica da migração venezuelana é que sai do país com o bolso cheio de dólares. O mínimo que levam são 5 mil dólares, isso é dinheirinho. Vendem moto, vendem carro e alguns até venderam o apartamento”, afirmou.

Segundo Maduro, há uma “estúpida campanha” contra o país, nas redes sociais, que procura “impor uma crise humanitária de migração”, para justificar uma intervenção contra a Venezuela, pela via militar e política”.

O chefe de Estado diz que, por trás dessa campanha, está o governo da vizinha Colômbia e acusou a oligarquia colombiana de “pretender explorar a comunidade internacional, pedindo milhões de dólares, roubando-os com a desculpa da migração venezuelana”.

Nicolás Maduro anunciou que o ministro venezuelano da Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, dirigirá uma comissão que acudirá a instâncias internacionais para exigir uma indenização à Colômbia pelos mais de 5 milhões de colombianos que se encontram na Venezuela, usufruindo de vários benefícios sociais.

Nicolás Maduro disse ainda que no dia 1º de outubro iniciará uma nova etapa da criptomoeda venezuelana Petro, que permitirá elevá-la a “uma potência a nível mundial”, e que permitirá à população adquirir planos de poupança com a moeda virtual.

“A Venezuela tem demonstrado ter tido sucesso no social, com a criação das missões sociais [programas governamentais de apoio à população carente]. Somos campeões mundiais em política nacional e internacional, e agora nos faz falta conquistar o campeonato mundial do equilibro econômico”, disse.

De acordo com a ONU, pelo menos 2,3 milhões de venezuelanos estão radicados no exterior, incluindo 1,6 milhão que migraram desde 2015, devido ao agravamento da escassez de alimentos, medicamentos e aos altos preços dos produtos na Venezuela, tendo em conta os baixos salários.

Países como o Brasil, a Colômbia, o Chile, o Panamá, a Argentina e o Equador são os principais destinos dos venezuelanos que migraram para países da América do Sul.

Nicolás Maduro continua a rejeitar a existência de um êxodo causado pela crise no país, afirmando se tratar de “uma campanha mundial para justificar uma política de intervenção”.

Por tudo isso, o presidente da Venezuela ordenou a criação de uma ponte aérea para trazer os cidadãos que pretendam voltar para casa.

Ciberia, Lusa // ZAP

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