Mãe em Estocolmo não é mais suspeita de aprisionar filho

Christian Bruna / EPA

Promotores suecos estão retirando seu caso contra uma mulher acusada de prender o filho por vários anos. De acordo com as últimas informações, não há provas suficientes de que ele havia sido detido contra sua vontade.

A mulher de 70 anos foi acusada de ter mantido o filho confinado em seu apartamento em um subúrbio de Estocolmo, capital da Suécia, por até três décadas.

Ela negou as alegações de cárcere privado e lesões corporais graves depois que o filho, agora com cerca de 40 anos, foi encontrado ferido e vivendo em condições miseráveis. A mulher foi liberada da custódia.

Não encontramos nenhuma indicação de que ele tenha sido preso, amarrado ou fisicamente impedido de deixar a residência. Não há indícios de que existiam cômodos trancados”, disse a promotora Emma Olsson à agência de notícias AFP.

“O próprio homem confirmou que cabia a ele decidir se queria deixar o apartamento”, disse.

“Ele é um adulto e poderia sair se quisesse”, acrescentou a promotora, observando que testemunhas também o viram na rua e na vizinhança de vez em quando.

Olsson afirmou a repórteres que os ferimentos do homem não podem ser atribuídos à violência.

Como o caso se desenrolou?

Reportagens publicadas nos últimos dias disseram que a irmã do homem havia visitado ao apartamento no domingo, 29 de novembro, depois de saber que sua mãe estava no hospital.

Ela disse à emissora sueca SVT que se mudou do local quando era adolescente e não viu mais o irmão desde então.

Segundo seu relato, na infância e adolescência ela tentou em vão alertar sobre o bem-estar de seu irmão, que foi retirado da escola quando tinha 11 ou 12 anos.

Ao visitar seu antigo lar e abrir a porta destrancada, ela relata ter encontrado o apartamento no escuro e cheirando a urina, decomposição, sujeira e poeira.

Ela não ouviu resposta alguma quando gritou “olá”. Ao entrar nos cômodos, teve que abrir caminho através da bagunça.

Ao ouvir um som da cozinha, ela viu um homem sentado em um canto escuro, iluminado por uma lâmpada da rua. Feridas cobriram suas pernas até os joelhos. Era seu irmão.

Quando a viu, ele se levantou e sussurrou seu nome repetidamente. O homem havia perdido quase todos os dentes e sua voz estava arrastada, disse ela.

De alguma forma, ele a reconheceu e não aparentava medo.

Quando o homem foi levado ao hospital, os médicos alertaram a polícia e a mãe foi detida.

A promotora Olsson disse à AFP que os assistentes sociais agora estão investigando o caso, incluindo os relatos de que ele foi retirado da escola antes da formatura e isolado em casa.

“Pode-se questionar as atitudes da mãe, mas agora cabe aos serviços sociais verificar isso”, disse ela.

// BBC

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