Mark Zuckerberg pede perdão por Facebook dividir usuários

wiredphotostream / Flickr

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, utilizou seu perfil na rede social para pedir desculpas pelo papel negativo que sua empresa desempenha ao dividir as pessoas. O pedido foi feito em alusão ao feriado judaico de Yom Kippur, que ocorreu no sábado (30) e que leva os judeus a refletirem sobre o ano anterior e a pedir perdão pelos erros cometidos.

Na mensagem de desculpas, Zuckerberg não mencionou como a rede social serviu para dividir as pessoas, ainda que o Facebook venha sendo acusado constantemente de impulsionar mensagens falsas e muitas vezes negativas, conhecidas como “fake news”.

“Para aqueles que magoei este ano, peço perdão e vou tentar ser melhor. Pela forma como o meu trabalho foi usado para dividir as pessoas em vez de nos unir, peço perdão e vou trabalhar para fazer melhor. Que todos nós possamos ser melhores no ano que vem, e que todos vocês estejam inscritos no livro da vida”, escreveu Zuckerberg.

Em conjunto com o pedido de desculpas, o Facebook anunciou uma grande revisão na divulgação de propaganda política patrocinada na rede social.

Isso significa que os anúncios políticos na plataforma se tornarão mais transparentes, mostrando quais páginas estão patrocinando os anúncios e se existem diferentes versões da propaganda utilizada para segmentar públicos diferentes.

Papel contraditório

Para muitos, o pedido de desculpas de Zuckerberg também serviu para reconhecer que a rede social vem tendo um papel contraditório em termos sociais e políticos. O Facebook sofreu duras críticas ao propagar notícias falsas sobre a eleição norte-americana, além de endossar os discursos de ódio de todo o gênero.

No dia 6 de setembro, a rede social anunciou que havia descoberto uma operação, provavelmente sediada na Rússia, que investiu US$ 100 mil em anúncios nos Estados Unidos nos últimos dois anos com o objetivo de divulgar mensagens de conflitos políticos e sociais.

Apesar de analistas apontarem que a rede social em si não possui culpa, a empresa de Zuckerberg parece entender que esse tipo de conteúdo mina a credibilidade da plataforma e seu ambiente sadio, o que pode fazer com que os usuários queiram se afastar dela.

Investidores e anunciantes também podem começar a ver com maus olhos a ideia de que o Facebook tem sido utilizado como plataforma para a disseminação de notícias falsas e conflituosas entre os usuários.

Ciberia // CanalTech

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