Na véspera dos Jogos de Inverno no Sul, Coreia do Norte exibe arsenal militar em desfile

KRT

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, comandou nesta quinta-feira (8) o desfile militar com o qual a Coreia do Norte celebrou o 70º aniversário da fundação do seu exército, um dia antes da abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul.

Junto com sua esposa, Ri Sol-ju, Kim presenciou da bancada da Casa de Estudos do Povo de Pyongyang o gigantesco desfile na praça Kim Il-sung da capital, segundo mostraram imagens gravadas pela emissora estatal de televisão KCTV.

Ao contrário de outras ocasiões e eventos similares, a mídia internacional não teve acesso ao desfile e a KCTV não o transmitiu ao vivo.

O governo de Seul informou horas antes que o desfile começou por volta de 10h30 (horário local, 0h de Brasília), mas o regime esperou até o primeiro jornal da tarde para divulgar as primeiras imagens do evento, que acontece em um dos momentos de maior distensão entre as duas Coreias.

O líder norte-coreano, que não mencionou os Jogos Olímpicos nem o desenvolvimento nuclear durante o seu discurso, disse que o exército do seu país deve manter “um alto grau de preparação”, devido às tensões na península coreana.

“Se o primeiro desfile celebrado nesta praça há 70 anos refletiu a solenidade de um novo país, o de hoje mostrará ao mundo a força militar da República Popular Democrática da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte)”, assegurou Kim.

No evento, que aconteceu sob uma temperatura de 10 graus negativos, o regime exibiu todo o seu arsenal de potentes mísseis, incluindo seu último modelo de projétil intercontinental, o Hwasong-15.

A Coreia do Norte anunciou no mês passado que comemoraria seu dia do exército hoje – véspera do início dos Jogos de Inverno de PyeongChang – causando um mal-estar em Seul pelo temor que o desfile pudesse ofuscar os acordos alcançados para que Pyongyang participasse do evento esportivo.

Através dos históricos pactos, ambos países decidiram a participação de uma ampla delegação de atletas e autoridades norte-coreanas, que incluirá a irmã do líder Kim Jong-un, e também desfilar lado a lado na cerimônia de abertura sob a chamada “bandeira unificada”.

Estes acordos aconteceram depois que Seul e Washington adiaram seus exercícios militares anuais – os quais Pyongyang vê como um ensaio para invadir seu território – com o objetivo de que não coincidissem com os Jogos de Inverno e evitar assim novos testes de armas norte-coreanas.

O último desfile militar celebrado na Coreia do Norte foi no dia 15 de abril do ano passado, por conta do 105º aniversário do nascimento de Kim Il-sung, que é seu feriado nacional.

Na ocasião, através de centenas de meios de comunicação internacionais, o regime de Kim Jong-un exibiu armas e novos mísseis, alarmando a comunidade internacional.

Ciberia // EFE

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