Governo dos EUA irá encerrar programa que monitora gases de efeito estufa na Terra

nasakennedy / Flickr

Escritório da NASA na Califórnia, EUA

A agência espacial norte-americana (NASA) vai encerrar o programa que monitora o dióxido de carbono e o metano na atmosfera, disse um porta-voz, na sequência de um artigo publicado na revista Science.

No artigo, publicado nesta quinta-feira (10), a Science denunciou que a Casa Branca tem “matado silenciosamente” um programa da NASA que monitora os níveis de dióxido de carbono e o metano na atmosfera, gases responsáveis pelo efeito de estufa.

“A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem matado calmamente” o programa Carbon Monitoring System (CMS), da agência espacial norte-americana, escreveu a revista Science.

O CMS procura fontes de emissão e de vazamento de dióxido de carbono, que provocam o efeito estufa na Terra, explicou a revista norte-americana.

Segundo o artigo, a NASA “se recusou a explicar a razão para o cancelamento do programa, referindo apenas as restrições orçamentais e a existência de prioridades mais urgentes no orçamento para a ciência”.

De acordo com o porta-voz da NASA, o presidente dos EUA tentou cancelar no ano passado cinco programas da agência, incluindo o CMS.

A mesma fonte declarou que, após uma longa deliberação, o Congresso decidiu manter o financiamento para quatro dos cinco programas, mas o programa CMS acabou removido.

Os subsídios já atribuídos serão honrados, mas nenhum novo estudo será lançado, apontou o artigo da Science.

O cancelamento do programa pode ameaçar o controle das emissões de gases de efeito estufa dos países que estão no Acordo de Paris, declarou o diretor do Centro Internacional de Políticas para o Meio Ambiente da Universidade Tufts nos Estados Unidos, Kelly Sims Gallagher. “Se não podermos medir as reduções de emissões, não podemos confiar que os países estão cumprindo o acordo”, disse.

Em meados do ano passado, Trump anunciou a retirada do país do Acordo de Paris, argumentando que o pacto põe em “permanente desvantagem” a economia e os trabalhadores norte-americanos.

Com a decisão, os Estados Unidos cessaram todas as implementações de compromissos climáticos fixados em Paris, que incluem a meta proposta pelo ex-presidente Barack Obama de reduzir, até 2025, as emissões de gases de efeito estufa entre 26% e 28% em relação aos níveis de 2005.

Concluído em 12 de dezembro de 2015 na capital francesa, assinado por 195 países e já ratificado por 147, o acordo entrou formalmente em vigor no dia 4 de novembro de 2016, e visa limitar o aumento da temperatura mundial através da redução das emissões de gases de efeito estufa.

Ciberia // ZAP

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