Restaurantes franceses são obrigados a ter embalagens para se levar as sobras

Usien / Wikimedia

Os deputados franceses aprovaram um projeto de lei que visa defender os consumidores e o ambiente, incluindo como medida a obrigatoriedade dos chamados “doggy bags” nos restaurantes, ou seja, de recipientes apropriados para os clientes levarem os restos das refeições para casa.

A obrigatoriedade é para aplicar de forma progressiva a partir de 1º de julho de 2021, e faz parte de uma política alargada contra o desperdício alimentar e em prol da proteção do ambiente e dos direitos dos consumidores.

A medida estava incluída em um projeto de lei para agricultura e alimentação que provocou “intenso debate” na Assembleia Nacional francesa, durante o último fim de semana, de acordo com o Le Monde.

Entre as propostas discutidas, os deputados rejeitaram interditar a supressão dos recipientes plásticos ou incluir um número mínimo de menus vegetarianos nas cantinas escolares. Mas, por outro lado, aprovaram a interdição do uso de água parada em garrafas de plástico, a partir de 2020, nos espaços de refeição dos estabelecimentos de ensino.

Os deputados franceses também recusaram incluir na lei a proibição da publicidade em embalagens de produtos alimentares destinados às crianças menores de 16 anos, e contendo elevados teores de gordura, açúcar ou sal.

Apesar dos apelos para a proibição de vários deputados, evidenciando o fato de na França uma em cada seis crianças ter sobrepeso, a medida foi rejeitada pelo ministro da Agricultura, Stéphane Travert, que era contra, apelando a uma melhor clarificação da proposta.

Igualmente rejeitada foi a obrigação de os fabricantes de produtos alimentares incluírem uma etiqueta nutricional para ajudar os consumidores a identificarem os produtos mais saudáveis.

Por outro lado, os deputados determinaram a integração de cerca de 50% de produtos biológicos e orgânicos nos restaurantes até 2022. Também votaram a favor do reforço da etiquetagem do vinho e de certos gêneros alimentares com a indicação do método de criação, da origem geográfica e dos tratamentos com produtos fitossanitários.

Outra medida aprovada visa a interdição do uso do termo “gratuito” e de sinônimos similares na promoção de produtos alimentares, em nome do “reconhecimento do trabalho dos agricultores” e de uma “partilha equitativa do valor, permitindo a eles viver decentemente do seu trabalho”, segundo refere o deputado Nicole Le Peih, que foi o autor da medida, em declarações divulgadas pelo Le Monde.

Foi ainda aprovada uma medida para permitir ao governo enquadrar as promoções excessivas dos grandes distribuidores alimentares, para proibir a venda de produtos abaixo do preço pelo qual foram comprados aos fornecedores.

Ciberia // ZAP

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