Secularismo e tolerância a minorias predizem a prosperidade de um país

Pesquisadores da Universidade de Bristol e Universidade do Tennesse analisaram dados de quase 500 mil pessoas de 109 países e concluíram que mudanças na cultura geralmente vêm antes da melhora na riqueza, educação e democracia.

Os cientistas sociais frisaram que os três ótimos indicadores são consequência direta da tolerância, e não o contrário. Eles utilizaram dados globais para mostrar que o secularismo e abertura em relação a minorias pode ser usado estatisticamente para prever o Produto Interno Bruto per capita, nível de educação e democratização.

O resultado mostra que valores culturais pré-existentes são fatores de previsão de níveis de crescimento econômico e prosperidade. Uma das conclusões da análise é que o planejamento de desenvolvimento de um país também deve levar em consideração os valores culturais.

Por exemplo, para promover a democracia em um país, é necessário não só realizar mudanças econômicas e de regime, mas também promover abertura e tolerância a minorias.

Os primeiros locais a observarem aumento dramático em riqueza, saúde, educação e democracia foram os países Ocidentais. É importante notar que neste estudo, são considerados Ocidentais os países da Europa, os Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, ou seja, países desenvolvidos e com alfabeto romano.

Quanto mais avermelhados, mais seculares são os países; quanto mais amarelos ou brancos, menos seculares são. O artigo chamado “Pré-requisitos culturais para o desenvolvimento socioeconômico” detalha a pesquisa e está disponível em inglês no portal da Royal Society.

“Esta pesquisa mostra que – pelo menos no século XX – locais que tiveram as principais melhoras também tenderam a ter culturas seculares e tolerantes pré-existentes”, diz nota da Universidade sobre o estudo.

O estatístico do estudo, Daniel Lawson, da Escola de Matemática da Universidade de Bristol, afirma que o método utilizado permitiu a eles apreender valores culturais a partir dos dados e compará-los com estatísticas históricas.

“Com acesso a bancos de dados gigantescos, a história está se tornando ciência. Nossa análise guiada por dados apoia a noção que uma ‘boa’ sociedade – que valoriza diversidade, tolerância e abertura – pode também ser uma sociedade ‘produtiva’, o que é motivo para se ter esperança sobre o futuro”, diz ele.

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