Vacina contra clamídia é testada na Dinamarca

Pesquisadores dinamarqueses testam pela primeira vez em humanos imunização contra a clamídia, a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. Resultados preliminares são promissores.

A clamídia, infecção causada pela bactéria Chlamydia trachomitis, é a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo. Sua contaminação ocorre especialmente em mulheres. Ela pode levar a doença inflamatória pélvica, infertilidade e gravidez tubária, que é quando a gestação ocorre fora do útero.

Agora há a esperança de uma vacina contra o agente patogênico. Médicos dinamarqueses conduziram um estudo com 35 participantes saudáveis, que está ainda em sua primeira fase.

Do total de participantes, 15 receberam a vacina, denominada CTH522, junto com hidróxido de alumínio (um adjuvante imunológico, ou intensificador de ação, comumente utilizado); outros 15 receberam a mesma vacina com um adjuvante chamado CAF01, e os demais cinco tomaram apenas um placebo.

Constatou-se que a vacina provocou uma resposta imunológica em todos os participantes. Essa reação foi mais forte entre as pessoas que receberam a vacina junto ao adjuvante CAF01.

Após experimentos com animais, os estudos da fase 1 são usados para descobrir se os medicamentos possuem potenciais efeitos colaterais. Esse não foi o caso entre as pessoas que participaram dos testes. Conclui-se assim que a substância parece ser de boa tolerância.

No entanto, somente estudos da fase 2 e 3 com um número significativamente maior de participantes poderão mostrar se a vacina pode atingir seu objetivo de prevenir efetivamente as infecções por clamídia e seus perigosos efeitos a longo prazo.

Atualmente, o Instituto Estatal do Soro (SSI, na sigla em dinamarquês) está preparando um estudo de fase 2 sob encomenda do Ministério da Saúde da Dinamarca.

“Os resultados deste estudo devem ser vistos como positivos, em particular a boa tolerabilidade da vacina e a indução confiável de uma resposta imune”, disse a médica Dagmar Heuer, diretora do departamento de agentes bacterianos sexualmente transmissíveis do Instituto Robert Koch (RKI), da Alemanha.

Segundo ela, que não esteve envolvida no estudo, “a disponibilidade de uma vacina contra a clamídia seria de grande importância para o controle da infecção”.

Preservativos não protegem apenas contra HIV

Com os recentes avanços na luta contra o HIV, cada vez menos pessoas usam preservativos nos últimos anos. No entanto, isso pode levar à proliferação de outras infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia ou sífilis, que voltaram a se espalhar.

“O declínio no uso do preservativo, a crescente promiscuidade e a simplificação do contato sexual anônimo através da internet levou a um aumento das infecções sexualmente transmissíveis”, alerta o médico Stefan Esser, diretor do ambulatório de HIV, aids e doenças venéreas do Hospital Universitário de Essen, na Alemanha.

“Apesar da tomografia computadorizada já introduzida na Alemanha para mulheres jovens, as cadeias de infecção nas doenças sexualmente transmissíveis são difíceis de interromper devido à vergonha e ao medo do estigma“, enfatiza o médico.

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