Após perder sua filha, indiana já adotou 800 meninas abandonadas

(dr)

Sarojini Agarwal já recebeu inúmeros prêmios pelo seu trabalho, incluindo o Prêmio Nacional de Bem-Estar da Criança

A dor de uma mãe que perdeu a filha se transformou em energia para cuidar de 800 meninas órfãs de pai e mãe.

Há mais de 30 anos, a indiana Sarojini Agarwall abriu as portas de sua casa, e do seu coração, para crianças que teriam como destino o abandono e a solidão. A filha biológica de Agarwall morreu em 1978, em um acidente de moto, aos 8 anos de idade.

Embora tenha ficado desolada, como toda mãe no seu lugar, ela superou essa fase difícil em sua vida dando amor, carinho e a oportunidade de uma vida melhor para meninas órfãs que adotou, segundo informações da NTD News.

Poucos anos depois da morte da filha, em 1985, Agarwall criou o abrigo Manisha Mandir, em Lucknow, capital do estado de Uttar Pradesh. Desde então, ela dedica sua vida a meninas entregues à própria sorte.

A primeira casa de Agarwall possuía apenas três quartos para essas meninas. Como as crianças não paravam de chegar, elas tiveram que se mudar para uma casa maior, de três andares, incluindo uma biblioteca, um laboratório de informática, aulas de artesanato e basquete e até campos de badminton, além de uma sala de televisão.

As meninas desenvolvem diversas habilidades vocacionais e ficam na casa até completar 18 anos, quando são encorajadas a encontra um emprego.

Agarwall faz de tudo para as meninas receberem uma boa educação, pois ela acredita que essa é a única maneira delas serem independentes. Ela ajuda as meninas a ingressarem em escolas boas e de prestígio. Muitas das meninas que deixaram o abrigo, hoje, são gerentes de bancos, professoras e diretoras de escola.

Agarwal já recebeu inúmeros prêmios pelo seu trabalho, incluindo o Prêmio Nacional de Bem-Estar da Criança. Ela também criou uma bolsa de estudos para meninas de famílias pobres com bom rendimento escolar e assim poder buscar uma formação superior de alta qualidade, na graduação e no mestrado.

A indiana não sabe até quando vai poder cuidar das crianças mais novas, muitas recém-nascidas. A única certeza que ela tem é que não vai parar até seu último suspiro.

Histórias como a de Agarwall mostram que ajudar quem mais precisa pode ser um caminho para superar tempos difíceis. Namastê!

 

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