Um navio oceanográfico francês com uma equipe internacional de cientistas a bordo zarparam na segunda-feira (25) de Jacarta para explorar as profundezas do oceano Índico ao largo da ilha indonésia de Sumatra, para tentarem prevenir tsunamis em zonas úmidas.
Durante um mês, mais de 30 cientistas de nacionalidade, sobretudo, francesa, mas também da Indonésia ou Singapura, vão se unir a estudantes de institutos de pesquisa do Sudeste Asiático. O objetivo é estudar as placas tectônicas em uma região onde são registrados os terramotos mais violentos do mundo.
Essas equipes vão para a bacia de Wharton, parte do oceano Índico onde uma nova placa tectônica pode estar em formação após um terramoto de magnitude 8,6 na escala Richter em 2012, ao largo de Sumatra, no coração da placa indo-australiana.
“As primeiras conclusões mostram que há rupturas no centro da placa“, disse Nicolas Gascoin, responsável pela cooperação científica e tecnológica da embaixada da França em Jacarta, em coletiva que reuniu vários cientistas.
“É uma zona absolutamente particular. Do conhecimento dos pesquisadores, não há outro exemplo no mundo deste tipo de ruptura e, portanto, de epicentro, que pode gerar tsunamis”, afirmou.
Para os pesquisadores, esta é uma tentativa de prever o que pode acontecer em cinco ou dez anos no oceano Índico.
O custo desta missão, realizado em cooperação com a Indonésia, chega aos 5 milhões de euros, aproximadamente 80% financiados pelo Governo francês.
Ciberia // ZAP