“Design agressivo” pode ser a causa das explosões do Galaxy Note 7

portalgda / Flickr

Samsung Galaxy Note 7

Samsung Galaxy Note 7

Na semana passada, a Samsung prometeu que explicaria oficialmente as explosões do Galaxy Note 7 antes do final do ano. No entanto, uma empresa chamada Instrumental, responsável pela fabricação de ferramentas de engenharia, resolveu se antecipar e descobrir por conta própria a causa do problema com o gadget explosivo.

Para a surpresa de muita gente, o que os especialistas da Instrumental descobriram foi que o problema não está na bateria em si, como a maioria imaginava, mas sim no design do aparelho. O que acontece é que o design do phablet comprime a bateria, mesmo durante a operação normal do aparelho.

“A bateria do Note 7 consiste de uma camada positiva feita de óxido de lítio-cobalto, uma camada negativa feita de grafite, e duas camadas separadoras encharcadas de eletrólitos feitos de polímero. Essas camadas permitem que íons (e energia) fluam entre as camadas, sem permitir que elas se toquem”, explica Anna Shedletsky, CEO da Instrumental.

“Porém, se as camadas positivas e negativas entrarem em contato umas com as outras, o resultado pode ser uma explosão (ou fogo)”, diz a engenheira.

Em suma, parece que a Samsung tentou encaixar uma bateria de grande capacidade em um design muito fino, deixando o espaço para encaixar a bateria estreito demais para que as camadas não fossem pressionadas.

Isso explicaria como a Samsung conseguiu tornar a vida útil da bateria do Galaxy Note 7 mais longa do que a do Galaxy Note 5 sem tornar o aparelho fisicamente maior.

(dr) Instrumental

Interior do Samsung Galaxy Note 7

Interior do Samsung Galaxy Note 7 mostra o ponto que a Instrumental identificou como a provável causa das explosões

Segundo a Instrumental, “a Samsung quis inovar com o lançamento do phablet, e inovação significa forçar os limites”. No entanto, a empresa falhou na hora de realizar os devidos testes de segurança e validação do design do aparelho antes comercializá-lo.

Eles enviaram deliberadamente um produto perigoso às lojas“, diz a empresa de engenharia, que comprou e desmontou o Galaxy Note 7 para encontrar seu defeito explosivo.

Durante o primeiro recall do Note 7, as baterias foram substituídas por outras fabricadas em diferentes fornecedores.  Entretanto, isto não resolveu o defeito e acabou resultando no recolhimento total dos modelos enviados ao mercado, que totalizam cerca de 4,3 milhões de unidades.

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