Estados Unidos: Tribunal Supremo chumba abolição do programa “dreamers”

O Supremo Tribunal de Justiça chumbou a decisão do Presidente Donald Trump de cancelar o programa DACA, criado por Barack Obama, para proteger da expulsão dos Estados Unidos cerca de 700.000 jovens imigrantes ou “dreamers”, o que constitui em grande revés para o Presidente na véspera do inicio da sua campanha para as eleições presidenciais de 3 de novembro de 2020.

O programa de protecção dos jovens imigrantes clandestinos ou Deferred Action for Chilhood Arrival ou DACA (cuja tradução à letra é: deferida acção para entrada de drianças), foi adoptado por Barack Obama em 2012, para proteger temporariamente da expulsão cerca de 700.000 crianças e jovens imigrantes ilegais, conhecidos por “dreamers”, que chegaram aos Estados Unidos, quando ainda eram menores de idade e que foi revogado pela administração Trump a 5 de setembro de 2017.

Esta decisão adoptada por uma pequena maioria – 5 votos a favor e 4 contra – do mais alto orgão judicial dos Estados Unidos, constitui um grande revés para o Presidente Dopnald Trump, que este sábado (20/06) lança a sua campanha com vista às eleições presidenciais de 3 de novembro.

Segundo revés, de pois desta segunda-feira (15/06) o Supremo Tribunal alargou os direitos dos homosexuais e transgéneros apesar da oposição da dministração de Donald Trump.

O tribunal decidiu que o desejo do Presidente Donald Trump de cancelar o programa DACA era “caprichoso” e “arbitrário”.

“São decisões políticas horríveis…não dá a impressão que Supremo Tribunal não gosta de mim” escreveu Donald Trump na sua conta twitter.

Joe Biden, candidato democrata à eleição presidencial saudou “uma vitória para os jovens, que se tornaram engenheiros, médicos , advogados” e prometeu que se for eleito a 3 de novembro, proporá ao Congresso uma lei para que o programa DACA fique “inscrito em mármore”.

Aproximadamente 700.000 jovens imigrantes, na sua grande maioria mexicanos, poderão assim continuar a trabalhar e estudar legalmente nos Estados Unidos, com uma autorização de residência e um número de segurança social renovável a cada dois anos.

Mas esta medida também galvanizará e mobilizará a base anti-emigração que apoia Donald Trump, que já politizou esta decisão judicial com fins eleitorais, quando escreveu no twitter “precisamos de mais justiça ou perderemos a nossa segunda emenda constitucional, que protege o porte de armas e tudo mais. Vote Trump 2020! “, pode ler-se.

E precisamente quanto à campanha eleitoral, depois do alerta lançado pelo jornal Washington Post, a rede social Facebook proíbiu e retirou esta quinta-feira (18/06) algumas mensagens publicitárias de Donald Trump, apelando os internautas a assinarem uma petição contra os militantes anti-fascistas, concedos por “Antifa”, apelidados de “perigosas hostes de grupos de extrema-esquerda” e ilustrada por um triângulo vermelho invertido, símbolo nazi, utilizado nos campos de concentração, para identificar os prisioneiros políticos, designadamente os de esquerda.

Um porta-voz da rede social Facebook afirmou esta quinta-feira (18/06) que este tipo de publicidade e “posts” infringem o seu regulamento sobre o ódio oragnizado”.

A equipa de Donald Trump alega que esse símbolo é utilizado pelos proprios “Antifa”, que Donald Trump acusa recorrentemente e sem provas de serem os responsáveis pelas degradações durante as manifestações contra as violências policiais e o racismo.

Entre quarta e quinta-feira (17e 18/06) estas publicidades foram vistas por 950.000 pessoas na página Facebook dp Presidente Donald Trump e 500.000 na do vice-Presidente Mike Pence, antes de serem suprimidas, segundo o Washington Post.

Esta quarta-feira (17/06) associações de defesa dos direitos humanos e dos afro-americanos lançaram um apelo ao boicote de Facebook pelos anunciadores durante o mês de julho, no intuito de obter uma melhor regulamentação dos grupos que incitam ao ódio, ao racismo ou à violência nas redes sociais.

A menos de 140 dias da eleição presidencial de 3 de novembro, o debate sobre a moderação das publicidades e propósitos políticos nas plataformas sociais continua a agitar os Estados Unidos, onde as redes Twitter e Snapchat censuram desde há várias semanas,algumas mensagens do Presidente Donald Trump, consideradas incitadoras ao ódio racial.

// RFI

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